Oie Gente!
Neste momento quem está resenhando é o fantasma da Barbara, que morreu engasgada com suas próprias palavras ao ler uma adaptação de um clássico.
Como vocês sabem, ela não é exatamente fã deles, mas uma coisa que ela torcia o nariz todas as vezes que via eram as adaptações dos mesmos com temáticas ‘modernas’.
Mas aí ela acabou ganhando uma adaptação, dessa vez envolvendo ‘Orgulho e Preconceito’ e ‘Cinquenta Tons de Cinza‘, que resultaram em ‘Cinquenta Tons do Sr. Darcy’.
Como vocês devem imaginar agora, ela também acreditou tratar-se de um romance erótico envolvendo os personagens de ‘Orgulho e Preconceito’, o que causou nela arrepios, resmungos e muita irritação.
Olhou para o livro e reclamou da loucura alheia (e até mesmo disse que a pobre da Austen deve ter se revirado no túmulo ao ouvir aquilo!!), mas como foi um presente resolveu que iria pular a ordem dos livros e lê-lo.
E, minha gente, foi morte à primeira página. Ela não conseguiu largar o livro até terminar de ler, mesmo com todos os gemidos que algumas das cenas causavam. As ações absurdas dos personagens, a loucura imensurável da autora e todos os furos históricos que aconteceram nele, geraram nela uma atração mórbida digna da gerada pelo anúncio repentino do desaparecimento de todo o chocolate do mundo (ou se você não gosta de chocolate, coloque no lugar dele qualquer coisa pela qual você seja apaixonada(o) e imagine o horror!). Você deseja tirar os olhos da notícia, sente o coração ficar apertado, os olhos arderem, mas você não consegue sair daquela situação, não consegue se afastar e apelar para a ‘santa ignorância’, até terminar de ouvir a notícia. Foi assim com ela.
Todo o livro gerava uma curiosidade terrível e cada página que passava só fazia a pobre blogueira ficar ainda mais grudada nas situações traumáticas ali relatadas.
E enquanto ela devorava as páginas da adaptação, sua veemência em dizer ‘Nunca vou ler uma adaptação dessas!’ voltou do passado e, com um ataque brutal, a fez engolir as próprias palavras.
Por isso, cara(o) leitora(r), vim do além avisar que você deve ter muito cuidado com o que fala e com esse livro!
Ele fará muita gente morrer… (e não, não vou contar do que você irá morrer).
Beijos!