Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas9
    • Leitores409
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Mez da Grippe e outros livros -

    Valêncio Xavier

    Companhia das Letras
    1998
    328 páginas
    10h 56m
    ISBN-13: 9788571648104
    Português Brasileiro
    4
    125 avaliações
    Leram206Lendo23Querem177Relendo2Abandonos1Resenhas9
    Favoritos13Desejados177Avaliaram125

    Escritos entre 1981 e 1998 por um grande autor que só agora deixa os círculos literários alternativos, os cinco livros que formam esta edição lembram uma caixa de brinquedos: dão ao observador muitas informações sobre quem os colecionou. Valêncio Xavier escreve como se não lhe tivessem ensinado a escrever. Suas histórias parecem ter sido criadas à margem de certas regras do bom-tom e do bom senso. Uma narrativa parece claramente autobiográfica, mas não é; outra parece tirada do folclore brasileiro, mas não foi; uma terceira parece descrever um filme mudo que se perdeu, mas esse filme nunca existiu. Valêncio ilude instilando a dúvida. Seus narradores são fidedignos porque narram como se o fossem. Deste como se nasce a ficção de um autor que às vezes parece mudar da água para o vinho, mas sempre dizendo ao leitor: eu sou um só.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (9)Ver mais
    jota 11 picture
    jota 1101/09/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Reforma ortographica...

    Cerca de quase cem anos atrás Curitiba comportava uma população de pouco mais de 70.000 habitantes. Seus periódicos noticiavam outro tipo de problema, que não se ligava à corrupção como hoje em dia, mas à gripe espanhola (surto de influenza), que matou muita gente então. Tempo em que a grafia das palavras era rebuscada e anteontem se escrevia "ante-hontem"... Misturando realidade e ficção, Valêncio Xavier (1933-2008) nos entrega em O Mez da Grippe não apenas uma história daqueles tempos doentios (outubro a dezembro de 1918), este livro que tem a capital do Paraná como um de seus personagens principais, mas mais outros quatro, Maciste no Inferno, O Minotauro, O Mistério da Prostituta Japonesa & Mimi-Nashi-Oichi e 13 Mistérios + O Mistério da Porta Aberta, reunidos pela Companhia das Letras num volume único de 324 páginas. Especialmente O Mez da Grippe é um texto-montagem, todo construído com fotos, desenhos, cartões-postais, manchetes e ou notícias de jornais da época, um poema erótico (ou poemas eróticos) etc., que de alguma maneira, mas não muito, faz lembrar dos livros de W. G. Sebald (de Austerlitz e outras obras), sem a complexidade (seriedade?) deles. Não que as semelhanças entre Xavier e Sebald sejam grandes, nada disso, repito. Mas, pelo uso que fazem da iconografia, foi do escritor alemão que me lembrei durante a leitura. Os quatro outros livros também apresentam grafismos mas em pequena escala, uma ou outra foto, um ou outro desenho etc. Eles tratam de tempos mais próximos de nós e de coisas diversas que a gripe espanhola: crimes, roubos, fantasmas, um homem-macaco chamado João da Silva, truques de mágicos, sexo, prostitutas japonesas e polacas, erotismo etc. Mas não tem nenhum vampiro buscando pescoços de donzelas, que essa criatura em Curitiba é do domínio de Dalton Trevisan, bem entendido. É prazeroso ler Valêncio Xavier? Não o tempo todo; às vezes acaba sendo muito mais curioso, pois você não sabe o que vai acontecer no próximo livro ou mesmo no próximo parágrafo de uma de suas narrativas. Se será testemunha de um acontecimento insólito, se será apresentado a algum estranho personagem, se a moça que desapareceu no trem-fantasma de um parque de diversões da cidade era também um fantasma ou de carne e osso e assim por diante. O certo é que este é um livro bastante diferente daqueles que estamos acostumados a ter em mãos normalmente, não apenas na forma, também no conteúdo. As histórias de Valêncio Xavier são originais porque certamente sendo não apenas escritor, igualmente cineasta, roteirista e diretor de tevê, ao criá-las ele não se contentava apenas em usar a linguagem escrita, ia além dela. Lido entre 25 e 31/08/2015.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 125
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas1%
    Valêncio Xavier Niculitcheff profile picture

    Valêncio Xavier Niculitcheff

    Nasceu em São Paulo, em 1933. Foi colaborador dos jornais Gazeta do Povo, de Curitiba, e Folha de S. Paulo. Também trabalhou na realização de filmes, vídeos e programas de televisão. O mez da grippe e outros livros ganhou o Jabuti de melhor produção editorial em 1999. Morreu em dezembro de 2008. Obras publicadas por outras editoras: - 7 de amor e violência (antologia com outros autores). Curitiba, Editora Km, 1964. - Desembrulhando as balas Zequinha. Curitiba, Payol, 1973. - Curitiba, de nós (com Poty). Curitiba, FCC, 1975. - Maciste no inferno. Curitiba, Criar, 1983. - O minotauro. Curitiba, Logos, 1985. - O mistério da prostituta japonesa & Mimi-Nashi-Okhi. Curitiba, Módulo 3, 1986. - Poty, trilhos, trilhas e traços. Curitiba, FCC, 1986. - A propósito de figurinhas (com Poty). Curitiba, Studio Krieger, 1986. - Meu sétimo dia - novela-rebus. São Paulo, Ciências do Acidente, 1998.

    12 Livros
    11 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Valêncio Xavier Niculitcheff