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    Ninguém Morre Duas Vezes -

    Luiz Lopes Coelho

    Unesp
    2012
    151 páginas
    5h 2m
    ISBN-13: 9788539303670
    Português Brasileiro
    3.5
    25 avaliações
    Leram33Lendo2Querem33Relendo0Abandonos3Resenhas1
    Favoritos1Desejados33Avaliaram25

    Paulistano, o escritor Luiz Lopes Coelho (1911-1975) é reconhecido como pioneiro da literatura policial brasileira. Principal referência no gênero durante os anos 1960, publicou três livros de contos: A morte no envelope (1957), O homem que matava quadros (1961) e A ideia de matar Belina (1968). Este novo livro da Coleção De Mão Em Mão reúne alguns dos melhores contos do autor, quase todos protagonizados pelo delegado Leite. Versão tropical dos detetives clássicos, ele desvenda alguns de seus casos sorvendo uísque numa rede em seu apartamento em São Paulo, acompanhado de sua simpática e prestativa esposa. Em seus contos é possível vislumbrar a vida cotidiana da São Paulo da década de 1960. Jogando com elementos que formam a essência do gênero policial, como o mistério, o enigma e o método dedutivo de investigação, a obra se volta para os aspectos psicológicos, a especi!cidade social dos envolvidos em cada crime, as nuances da convivência humana, lançando um olhar irônico e ao mesmo tempo compreensivo sobre os costumes da época.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Davi Paiva picture
    Davi Paiva05/12/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Boa dica para quem curte literatura policial e/ou livros de época

    Continuando a minha jornada de leitura de livros da minha coleção particular que pretendo vender (ou trocar/doar) por falta de espaço, resolvi dar uma chance a esta obra que adquiri há muito tempo. Eu tenho um bom contato com literatura policial. Lia muitos livros da Agatha Christie quando era adolescente, li todos os livros do Sherlock Holmes quando terminei a faculdade e também tive acesso aos contos do Dupin de Edgar Allan Poe. Agora uma coisa que eu nunca tive contato foi com alguma obra nacional onde o detetive fosse gente como a gente. Istoé, um brasileiro. E graças a este livro eu quebrei este tabu. A obra é uma coletânea de contos do autor escritos entre os anos 50 e 60. E mesmo sendo poucos anos se compararmos com alguém da geração do Machado de Assis, dá para perceber como o vocabulário mudou de lá para cá ao ponto da edição vir com um glosssário no final (o que foi um erro, a meu ver. Teria sido melhor se as informações fossem lançadas como notas de rodapé). E nela somos apresentados ao doutor Leite, um detetive bem vivido, de gostos singulares (aprecia um bom uísque) e tem um vasto conhecimento que alia com a sua imaginação para resolver crimes. Em termos de estrutura de conto, nenhum me marcou. Todos possuem aberturas mornas, diálogos relativamente interessantes que ajudam o protagonista a resolver o caso e conexão de descrições que também colaboram nas resoluções. Se fosse para eu destacar um texto, seria o "Atirou no que Não Viu..." Então se gostarem de livros com linguagens características de suas épocas e/ou apreciarem literatura policial, deem uma chance para "Ninguém Morre Duas Vezes" e não vão se arrepender.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 25
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas40%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas4%
    Luiz Lopes Coelho profile picture

    Luiz Lopes Coelho

    O escritor e advogado paulistano Luiz Lopes Coelho (1911-1975) é, sem dúvida, a principal referência da literatura policial brasileira nos anos 60. Entre seus livros se encontram “O Homem Que Matava Quadros” e “A Ideia de Matar Belina”, que reúne oito contos, de que separamos “A Ideia de Matar Tia Belina”, até hoje considerado pelos críticos um marco do suspense nacional. Nas investigações seu personagem central é um delegado, o dr. Leite, que antecedeu, entre poucos outros, Mandrake, de Rubem Fonseca, e Espinosa, de Luís Alfredo Garcia-Roza. Coelho, que chegou a ser advogado de nomes famosos da arte brasileira, como Oswald de Andrade e Flávio de Carvalho e frequentava as rodas boêmias de São Paulo, teve como companheira Diná Lopes Coelho, que se dedicou apaixonadamente à divulgação da pintura e escultura do país. O escritor morreu em 75 em decorrência de um acidente de carro no Guarujá e Diná, em 2003, pouco depois de concluído um documentário sobre sua participação na vida cultural brasileira. O que fica claro nos textos de Luiz Lopes Coelho é uma limpidez sem precedentes no gênero literário por que optara, em termos de Brasil, de certa forma contrariando também o formalismo adotado na escrita de caráter profissional pelos advogados de então. Hoje suas obras são mais facilmente encontradas em sebos.

    7 Livros
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    São Paulo, Brasil

    Luiz Lopes Coelho