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    A paz dura pouco -

    Chinua Achebe

    Companhia das Letras
    2013
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788535922127
    Português Brasileiro
    4
    177 avaliações
    Leram253Lendo12Querem413Relendo0Abandonos3Resenhas26
    Favoritos8Desejados413Avaliaram177

    Nos últimos anos de colonização na Nigéria, o jovem Obi Okonkwo recebe uma bolsa para estudar em Londres. De volta à terra natal, dividido entre as tentações da modernidade e as tradições africanas, rende-se ao suborno, o que o levará à condenação e à vergonha. A paz dura pouco, do celebrado escritor africano Chinua Achebe, começa com o julgamento de Obi Okonkwo, acusado de aceitar uma propina de valor irrisório. Em seguida, o romance conta a escalada de eventos dramáticos e inescapáveis que levaram Obi ao tribunal. Nascido em uma pequena aldeia de etnia ibo, ele consegue uma bolsa para completar a sua formação na Inglaterra. Chegando a Londres, desiste do curso de direito para se dedicar ao estudo da língua inglesa. Lá, conhece a bela Clara. De início, Clara rejeita Obi, mas os dois se reencontram no navio de regresso à Nigéria e dão início a um relacionamento apaixonado e tumultuoso. A certa altura, Clara revela um segredo que proíbe o casamento entre eles: ela é uma osu, herdeira de uma família de párias, proscritos da sociedade nigeriana. Além dos problemas no relacionamento, Obi enfrenta dificuldades financeiras. Empregado pelo governo, Obi se dedica com afinco ao trabalho, mas afundado em dívidas passa a aceitar subornos. Certo dia, cai em uma armadilha que o levará ao tribunal e à condenação. A paz dura pouco é um romance sobre os conflitos entre o idealismo e o poder sedutor do dinheiro, entre o desejo de emancipação do indivíduo e as exigências dos costumes ancestrais. Embora trate de temas universais, como o choque de civilizações e a submissão dos filhos aos preceitos e convicções dos pais, este romance é também uma expressão eloquente do refinamento artístico de um autor empenhado em narrar a história a partir de um ponto de vista africano.

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    Filipo Ludema11/12/2022Resenhou um livro
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    Nigéria

    Deus abençoe nossa nobre terra natal, Grande terra de sol brilhante, Onde homens bravos optam pela paz, Para vencer sua luta pela liberdade. Tomara que possamos conservar nossa pureza, Nosso entusiasmo pela vida e jovialidade. Deus abençoe nossos nobres compatriotas, Homens e mulheres de toda parte. Ensine-os a caminhar unidos Para construir nossa querida nação, Deixando de lado região, tribo ou língua, Mas sempre atentos uns aos outros. Londes, julho de 1955.

    19 curtidas

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    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Albert Chinualumgu Achebe profile picture

    Albert Chinualumgu Achebe

    Albert Chinualumogu Achebe nasceu em Ogidi no início da década de 1930, 30 anos antes da Nigéria se libertar do domínio colonial britânico. Fez seus estudos básicos em um colégio missionário e, embora educado na cultura ocidental, também foi criado na cultura tradicional Igbo, seu grupo étnico, no sudeste da Nigéria. Quando chegou a universidade, ele renegou o seu nome britânico, Albert, para assumir o seu nome Igbo: Chinualumogu (Chinua abreviado). Sua obra mais conhecida é <i>O mundo se despedaça</i> (em inglês: <i>Things Fall Apart</i>), publicada em 1958, quando ele tinha 28 anos, e que foi traduzida para mais de cinquenta línguas. O romance trata de considerações a respeito dos conflitos entre o governo colonial britânico e a cultura Igbo. Outros destaques da sua carreira literária foram <i>A paz dura pouco, A flecha de Deus</i> e <i>A educação de uma criança sob o protetorado britânico</i>. Ele foi um crítico da maneira como os autores estrangeiros retratavam a África, especialmente no livro <i>O Coração das trevas</i>, de Joseph Conrad. O escritor deixou sua pátria várias vezes para trabalhar como professor nos Estados Unidos e passou a morar definitivamente nesse país em 1990, após sofrer um acidente de carro que o deixou com problemas motores. Ainda assim, lecionava na Universidade de Brown. Mesmo sendo muito respeitado na Nigéria, tanto pela sua obra literária quanto também pelas suas tomadas de posição, Achebe criticava frequentemente os dirigentes nigerianos, pela corrupção e má administração do país, tendo recusado por duas vezes ser condecorado pelas autoridades locais. Em 2007, foi galardoado com o prestigioso Prémio Internacional Man Booker. Em 2012, ele lançou o livro <i>There was a Country: a Pessoal History of Biafra</i>, onde relembrou suas vivências na época do conflito em Biafra e o governo central da Nigéria, quando Achebe desempenhou funções diplomáticas e fez parte do Ministério de Informação de Biafra até o fim da guerra. Achebe morreu em Boston, aos 82 anos, em 21 de março de 2013.

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    Albert Chinualumgu Achebe