Vivemos o tempo todo ao lado de nossa alma gêmea e não percebemos... Como reagiria se descobrisse que tudo que acredita ser real, está somente em sua mente? Como Clarice poderia provar a si mesma que todos os detalhes e sentimentos não eram frutos de sua imaginação? E de que forma poderia impedir alguém de morrer, se a prova de tudo que sabe está dentro de sua mente, em suas lembranças? Em Voo de Estirpe 2, O Túnel do tempo, Clarice terá que ser forte e sobreviver ao passado, correndo contra o tempo para tornar seu futuro verdadeiro. O mundo real confundirá com o metafísico. A obra mesclará o amor com o sobrenatural e revelará os mistérios de vidas passadas através de regressões. Clarice precisa vencer seus limites para viver e modificar em 1920, o futuro com seu grande amor, que partiu cedo demais.
Túnel do Tempo - Volume II da série O voo da Estirpe
Adriana Vargas
Minha Doce Clarice
Ler O Voo da Estirpe – O Túnel do Tempo, e revisá-lo, foi um prazer duplo. Primeiramente, porque – confesso – muitas vezes esqueci-me completamente de o estava revisando. Embrenhei-me no universo de Clarice tão intensamente, que me perdi. Perdi-me nas horas, na vida... No tempo. E, sim, após fartas e deliciosas linhas, obriguei-me a retornar ao ponto de partida, Enzo... Ou melhor seria dizer ao início? Não sei... Voltemos ao “segundamente”... Meu segundo ponto é o quão limpo é o texto da Adriana. Não que não haja erros, pois se assim fosse, ela não precisaria de revisor. Bastar ia-se por si só, porém, você se vê de frente a um texto limpo. De gramática fácil, sem redundâncias, mas ainda assim tão complexo em si. Nunca escondi que admiro os textos da autora. Dri é uma como poucas, e para poucos. Ou você gosta ou não, não há meio termos... Eu gosto, e muito. A intensidade e complexidade de seus personagens são, em sua grande maioria, viscerais. O que não deixa de acontecer a cada personagem que ela nos apresenta em Voo. Não se iluda, você vai criar uma ligação com ele. Até mesmo aquele que você olhou de esguelha. Amei o Enzo desde que ele veio me buscar em sonho... Desde que senti os olhos dele em mim. Ele me espreitou o tempo que o lia, nas entrelinhas das minhas dúvidas, querendo descobrir se eu o reconheceria... Confesso, eu menti para ele. Refugiei-me na roupagem de Clarice — minha rival —, uma mulher aparentemente sem passado ou futuro. Uma mulher cheia de lacunas, perguntas, incompleta. Eu, assim como Clarice, tinha tanto a descobrir quando pisamos na França de 1920 — os anos loucos. Provei seus cheiros, senti seus sabores; sua pluralidade cultural, numa época em que Paris promovia os mais improváveis encontros de estilos artísticos. Fervilhava sedução. Queria beijar Klaus e dizer sim ao pedido dele. Por fim aquela angústia que me corroía desde... Sei lá, minha memória é falha e eu sou tantas. Eu queria respostas tanto quanto Clarice! Então, eu a vi feliz... Estávamos de volta a 2012, não sei bem como... Apenas aconteceu. Voltei aonde embarquei com ela, naquela viagem, dentro de seu espírito. Extensa, contagiante. Eu voltei ao início de tudo, dos meus sonhos e dos dela. Porque a resposta que queríamos, nós já tínhamos... Sabíamos, sentíamos. Você está me achando maluca? Não, não sou! Eu apenas voei nas asas de uma borboleta e toquei a textura das pétalas de girassol com meus dedos. Senti o cheiro de grama cortada... Do velho e do novo. De Enzo e Klaus... Clarice e eu. Eu apenas li Adriana... Recomendadíssimo!
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