É um livro com uma escrita simples, direcionada ao público juvenil. Quando eu era adolescente, comprava qualquer livro com tema de Segunda Guerra porque era fissurada em estudar essa época da história mundial, mas esse livro infelizmente foi o mais fraquinho de todas as minhas aquisições. Lembro de ter comprado com a expectativa criada pela sinopse e, agora que li, não correspondeu ao que eu esperava. Ou pode ser que meu gosto só tenha mudado.
O livro em si parece um grande roteiro de cinema, então parecia que eu assistia um filme na minha mente enquanto lia, e isso foi tanto um lado positivo quanto negativo. Isso faz todo o sentido quando vemos que o autor é roteirista e sua escrita gerou um efeito interessante na leitura. Mas ao mesmo tempo, eu não simpatizei tanto pelos personagens. Acho que faltou alguma coisa, mas devido ao ritmo do livro, é justificável. O evento principal da busca de Angelika se passa em 48 horas, portanto o autor não focou em aprofundar psicologicamente seus personagens, e sim, mostrá-los em ação. Nesse ponto, o livro é excelente e a cada novo obstáculo eu ficava apreensiva e torcia pelas crianças. Otto e Leni são excelentes combatentes e heróis de ação, apesar da idade. O único ponto negativo no desenvolvimento deles foi a tentativa forçada de um romance. Desnecessário. Então, tirando isso, teve muito tiro, porrada e bomba deles em cima dos nazistas, o que foi bem interessante.
Porém, a questão principal que me fez comprar o livro, que é a Angelika e o que a faz ser "O anjo de Hitler" foi MUITO mal explorada. Ela só era (aparentemente) filha do Hitler. E ainda por cima, no final ela MORRE para salvar o Otto, o que me deixou MUITO BOLADA, porque PLMDDS ELES ENTRARAM NA MISSÃO PRA PEGAR A GAROTA E ELA MORRE ??? O final foi muito fraco. A história acaba com Otto e Leni voltando para suas casas de mãos vazias, quase mortos e super machucados a troco de nada. E ainda terminamos o livro cheio de questões em aberto sobre Angelika e se de fato ela é filha de Hitler. Então apesar da ação bem escrita, a história em si se perdeu demais.