O Deus da beleza - A educação através da beleza

    Claudio Pastro

    Paulinas
    2008
    129 páginas
    4h 18m
    ISBN-13: 9788535622935
    Português Brasileiro

    Hoje, o que chamamos de beleza está completamente distante de seu centro, de suas raízes, de seu elemento gerador. A beleza e as artes estão em crise: não há mais discernimento entre o belo e o feio, pois a determinante é o consumo, se se vende ou não, como um produto qualquer. A beleza em si não aflora, pois ela não tem direito nesta sociedade em que o dinheiro é o poder. Em todas as culturas e religiões a beleza é, sempre, expressão que nasce numa celebração de vida, e a arte, a linguagem fundamental de todas as religiões, pois é a única palavra-imagem universal a todos os seres humanos. Há, hoje, uma crise na beleza, porque a crise está na religião, que não tem sido referência para o ser humano contemporâneo, porque se vive fora e dentro dela com os mesmos princípios e expressões.

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    Tiago Soares picture
    Tiago Soares05/04/2023Resenhou um livro
    0.5 (Muito ruim)

    Bizarro, tosco, risível

    O mais renomado artista Sacro das últimas décadas no Brasil, responsável pela estética mais usada e quase oficializada de toda igreja, capela ou basílica construída ou reformada nos últimos tempos. Artista realmente consagrado. Por isso, esperava uma boa base teórica e uma noção profunda da espiritualidade e da tradição Sagrada da arte católica. Para minha surpresa, o que encontrei no livro foram bizarrices, tolices e momentos cômicos de profunda (ou rasteira) ignorância. O livro é completamente fragmentado, como se simplesmente houvessem copiado e colado slides de alguma apresentação. Faz citações de antigos santos e teólogos sem qualquer contexto ou aprofundamento, praticamente frases jogadas ao vento. Comenta suas preferências pessoais sobre a construção e organização das igrejas como se fosse o legítimo ensino católico. Aqui e ali solta algumas alfinetadas contra a arte antiga (como, por exemplo, afirmando que o barroco era uma arte inadequada à liturgia). E, como ponto alto da comicidade, monta um quadro de uma pseudo explicação etimológica para palavras corriqueiras que faria vergonha pra qualquer pessoa que não tivesse um acesso de riso. É realmente um livro pra ser apagado da história. É bizarro. É raso. É tosco.

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