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    Insanas ...elas matam! -

    Alícia Azevedo, Alma Kazur, Anna Schermak, Bruna Caroline, Carolina Mancini, Celly Borges, Débora Moraes, Gisele G. Garcia, Laila Ribeiro, Laris Neal, Natália Couto Azevedo, Roberta Nunes, Sandra Franzoso, Suzy M. Hekamiah, Tatiana Ruiz, Valentina Silva Ferreira

    Estronho Ltda
    2013
    148 páginas
    4h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    89 avaliações
    Leram132Lendo9Querem252Relendo1Abandonos1Resenhas12
    Favoritos0Desejados252Avaliaram89

    Insanas é uma antologia escrita somente por mãos femininas. Mas não se engane, pois aqui não há espaço para textos sublimes, conjecturas sobre o universo feminino e nem saudades da vovozinha que se foi. Aqui... elas matam! A antologia Insanas tirou dessas mulheres o que elas têm de mais cruel. Momentos quem sabe até sejam lembranças de pura violência e descontrole. São textos recheados de crueldade, tortura, sangue, terror, sexo, sadismo, traição, ambição extrema, morte. Tudo fruto dessas mentes cruéis. Elas produziram as mais insanas escritas e mostraram do que são capazes. Sexo frágil? Não, Elas podem e são cruéis quando querem. E elas querem!

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    Ana Luisa picture
    Ana Luisa27/05/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Antes languidas e domesticadas. Agora frias e sádicas.

    “Mulheres: gostava das cores de suas roupas; do jeito delas andarem; da crueldade de certas caras. Vez por outra, via um rosto de beleza quase pura, total e completamente feminina. Elas levavam vantagem sobre a gente: planejavam melhor as coisas, eram mais organizadas. Enquanto os homens viam futebol, tomavam cerveja ou jogavam boliche, elas, as mulheres, pensavam na gente, concentradas, estudiosas, decididas: a nos aceitar, a nos descartar, a nos trocar, a nos matar ou simplesmente a nos abandonar. No fim das contas, pouco importava; seja lá o que decidissem, a gente acabava mesmo na solidão e na loucura.” - Charles Bukowski – A Editora Estronho lança mais uma coletânea de contos. No controle das palavras, as mulheres. Jovens, mais velhas, humanas, desfiguradas pela perversidade, não tão humanas, sedentas em sua própria natureza. Esqueça a fragilidade, se desnude da ideia graciosa da submissão. Você não vai encontrar isso nesse livro. São 15 contos escritos por mulheres de todas as partes, mais o prefácio de Ana Cristina Rodrigues. Todas com ideias em punho e um mundo ilimitado ao dispor do imaginário. Algumas vezes intimidantes outras chocantes, o livro mostra o lado não pacífico, dissimulado, indomado de tantas mulheres. Sejam humanas ou seres sobrenaturais, a ironia se encontra no fato de que na vida real, muitas mulheres gostariam de fazer aquilo. Tomar as rédeas nas mãos, o sangue derramado aos pés e saltitar com uma pseudoliberdade que nunca experimentaram em seus dias. Os contos não economizam sangue ou detalhes. A maior parte deles me agradou, me cativou e me deu dor de cabeça. Eu me lembrava de Hannibal Lecter, Jack The Ripper, Dr Jekyll and Mr Hyde, Erzsébet Báthory e tantos outros ‘mitos’ que assombram até hoje o imaginário e o real. A dor de cabeça provinha da constante impressão de que aquela mulher com o sorriso cotidiano, aquela garota que sentava ao meu lado no colégio...todas elas poderiam ser assassinas em potencial. Conforme a leitura flui, você pensa nas possibilidades, nas sutilezas e até mesmo na verossimilhança do que a ficção sugere. Existem ‘causos’ e ‘causos’...nós nunca sabemos realmente o que esperar de alguém que ande no limite entre um comportamento psicopata e o dia-a-dia de um dona de casa suburbana. Não deixa de ser uma ficção que beira à realidade de alguns momentos. Em especial gostei dos contos DO INFERNO (Georgette Silen), VÍTIMAS (Celly Borges), O RELÓGIO PERFEITO (Natália Couto Azevedo), QUER UMA TORRADA? (Débora Moraes) e MEMÓRIAS (Alícia Azevedo). Foram contos que não só me envolveram, mas que dentro de um mundo ficcional, na minha leiga opinião, formaram um universo que se sustentou. Não foi a quantidade de palavras escritas, o tema que escolheram...foi o conjunto que me fez adentrar nas portas desse corredor e sentir claramente o que era descrito, sendo puxada para aquela realidade assustadora. Alguns contos me deixaram um pouco confusa. Talvez eu não tenha encontrado o ritmo certo, que levaria à cadência com que as personagens agiam. Mas mesmo assim você não se perde na leitura. Se perde no raciocínio do personagem (o que convenhamos, acompanhar o raciocínio de um psicopata não é exatamente a coisa mais sã a se fazer!). É o segundo livro que leio da Editora Estronho. A qualidade da revisão e até mesmo coisas como as margens e o tamanho das letras estão infinitamente superiores ao trabalho feito em Cursed City. A arte está assustadoramente adequada ao livro. Em algumas momentos eu me perguntava se me arrepiava pela história ou pelas fotos...enfim, eu gostei da leitura..mas vou dar um tempo nos livros de terro! O meu sono tranquilo agradece!!

    7 curtidas

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    4 / 89
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