Esta obra sobre o mal abre a coleção Deus para pensar. O autor, o teólogo Adolphe Gesché, decidiu tratar desta difícil questão com um tema que deve ser abordado sem subterfúgios diante de Deus. Sem maldizer, mas sem deixar de dizer. Quer escolhendo diferentes maneiras de impostar a questão; quer seguindo a audácia de Jó, seja tentando entender o enigmático discurso sobre o mal original, seja procurando discernir o que é bom ou menos bom nos discursos de libertação; seja arriscando-se nos meandros discutíveis da teodiceia, nunca se chega a explicar este terrível enigma , que continua sempre presente. Ao apostar numa busca que inclui Deus na questão do mal, situamos melhor nossa pergunta; descobrimos que esta questão do ser humano diz respeito ao próprio Deus, porque é também para ele um escândalo contra o qual vai lutar; descobrimos ainda que somos convidados a partir do tema clássico do “mal como objeção contra Deus” para chegarmos a um tema novo e paradoxal: “Deus como objeção contra o mal”.
O Mal (Deus para Pensar #1) -
Adolphe Gesché
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Ver mais“ ...Falar de sedução e de tentação, talvez seja revelar o mistério mais profundo do mal, aquele que toca em seu aspecto encoberto (larvatus prodeo) e obscuro, aquele que manifesta melhor a alienação inconsciente de que todos nós somos ameaçados, tanto os culpados como as vítimas. ...” Pag: 56 5º período O Mal. De: Adolphe Gesché O autor: Padre da diocese de Malines em Bruxelas, doutor em teologia, licenciado em filosofia e letras, professor na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Louvain, em Louvain-la-Neuve. Membro da comissão Religião e Teologia no Fundo Nacional de Pesquisa Científica da Bélgica, da Associação Europeia de Teologia Católica, em Tübingen, e da comissão Teológica Internacional, em Roma, na Itália. Difícil, muito difícil de entender e acompanhar a argumentação do autor. Faltou-me algum embasamento filosófico. Não da para dizer que foi uma leitura prazerosa. De qualquer maneira penso que valeu a pena. Não descarto a possibilidade de lê-lo novamente assim que minhas viagens literárias me embasarem melhor e me fizerem retornar ao tema (Já tenho alguns títulos relacionados na fila dos “a adquirir”). E o que dizer do pecado original? Se na criação Deus viu que tudo era bom de onde surgiu o mal? Como se insere a salvação nisto tudo? Estas e outras questões são tratadas com propriedades plo autor. Que entre o culpar ou Inocentar a Deus (ou o homen) pelo mal o autor fica com o lutar com Deus contra o mal. Trata também de caracterizar o mal e situar histórica e teologicamente este que pode ser mal de culpa ou mal de calamidade. Enquanto o aquele nos motiva ao não agir, refugando o mal, este deve nos incitar a agir (caridade), pensando não nos culpados, mas nas vitimas deste mal. Neste sentido se nossa formação judaico-cristã valorizou de mais o primeiro com certeza não se deve a falta de exemplos bíblicos. Apenas como exemplo, vejam-se as passagens do filho-prodigo, a do bom samaritano onde as causas (ou causador) do mal nem são citadas, ou ainda o discurso de Jesus na cruz. “Pai perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” e se não sabem serão culpados? Esta ultima passagem me remeteu a outras coisas que andei lendo: se não são culpados o porquê de toda a perseguição (mal de calamidade ou de culpa?) aos judeus que se seguiu e desaguou no holocausto?
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