Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores431
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Outras inquisições (Biblioteca Borges) -

    Jorge Luis Borges

    Companhia das Letras
    2007
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788535911244
    Português Brasileiro
    4.2
    90 avaliações
    Leram183Lendo20Querem222Relendo0Abandonos6Resenhas3
    Favoritos12Desejados222Avaliaram90

    Coletânea de ensaios publicados em revistas e jornais argentinos entre 1936 e 1952, Outras inquisições é uma miscelânea bem ao gosto de Borges: uma reunião aparentemente arbitrária de textos, sem preocupação com rigor metodológico ou com um propósito deliberado (sem excluir, no entanto, simetrias secretas). Uma trama literária, uma divagação imaginativa sobre determinada etimologia, uma frase peculiar de uma obra esquecida de uma cultura remota, uma lembrança idiossincrática de um evento histórico, uma metáfora curiosa, uma anedota, tudo serve para inspirar Borges de forma inesperada para compor digressões eruditas e curtas sobre temas essenciais da tradição do pensamento ocidental: o tempo, a morte, a natureza da literatura, o sentido da história. Mas Borges está longe do sisudo padrão da exegese acadêmica, preferindo entregar-se ao jogo livre e irônico de suas hipóteses, dos juízos de valor caprichosos, dos paradoxos inesperados, da perspectiva insólita sobre temas da literatura e da filosofia, em que o tempo e o infinito se destacam como motivos centrais. O estilo narrativo e o caráter imaginoso da inquirição intelectual aproximam muitos destes ensaios do conto e dão, às vezes, a impressão de material disponível para a ficção ou de um texto de gênero ambíguo ou híbrido, mas sempre sugestivo e estimulante, em que as figuras do pensamento são também figuras da imaginação. O título, em que ecoa a etimologia esquecida do termo e a sinistra instituição das fogueiras punitivas, tinha um certo ar de provocação, em época de ditadura peronista, embora remetesse também a Inquisições, o primeiro livro de ensaios que publicou, em 1925, e renegou depois.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    Angelo Giardini picture
    Angelo Giardini20/03/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um livro para se descobrir outros livros

    Trata-se de uma coletânea de ensaios e textos esparsos de Borges que, com certeza, agradará a todos que se interessam por discutir livros e literatura (o tema principal da grande maioria dos textos). É fascinante como Borges navega através dos tempos, recuando até textos mitológicos da Índia, da China, ou textos clássicos gregos, romanos e hebráicos, e traçando paralelos com autores mais contemporâneos dos Séculos XVIII, XIX ou XX. Além dos temas que lhe são sempre caros, o que me saltou mais aos olhos foi o grande amor que Borges dedica à literatura em língua inglesa. No final, sai com vontade de ler alguma coisa (ou mais alguma coisa) de Hawthorne, Oscar Wilde, Chesterton e H. G. Wells. Enfim, altamente recomendável a todos que se interessam por literatura; mas um perigo para quem está evitando comprar mais livros.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 90
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas51%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo profile picture

    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo

    Mais conhecido como Jorge Luis Borges, foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino. Em 1914 sua família se mudou para Suíça, onde ele estudou e viajou para a Espanha. Em seu retorno à Argentina em 1921, Borges começou a publicar seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público. Em 1955 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio international de editores, o Prêmio Formentor. Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas. Morreu em Genebra, na Suíça, em 1986. Sua obra abrange o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas de seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio. Sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo "boom latino-americano" e o sucesso de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse sobre ele: "Ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos".

    99 Livros
    631 Seguidores

    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo