Filipos foi a primeira cidade européia a receber o Evangelho (At. 16.6-40). Foi na casa de uma negociante de púrpura, Lídia, que se estabeleceu o primeiro núcleo da comunidade crist. fundada por Paulo em Filipos. O apóstolo visitou a cidade muitas vezes, quando das suas viagens para a Macedônia. Quando o apóstolo Paulo escreveu a Epístola aos Filipenses, ele achava-se preso. Correntes, pés presos aos troncos, solidão e longos períodos de prisão s.o umas das muitas consequências daquilo que significava ser preso no Novo Testamento. O sofrimento na prisão é um tema muito explorado pelo apóstolo nesta Epístola. A Carta aos Filipenses retrata a assistência oferecida pela igreja ao apóstolo. Aqui está todo o contexto que impulsiona Paulo a redigir uma carta à comunidade que lhe assiste em tudo. A melhor maneira que o apóstolo encontrou de agradecer aquela igreja foi escrevendo a ela sobre o sentimento de gratidão que transbordara no seu coração pela generosidade da igreja filipense. Além desse motivo, podemos encontrar outros que constituem o propósito da Epístola: (1) Agradecer a ajuda enviada pela comunidade filipense (2.25); (2) Informar a visita de Timóteo e explicar o motivo do retorno inesperado de Epafrodito (2.19-30); (3) Prevenir a comunidade crist. do perigo de se cultivar o “espírito” de competição, egoísmo e individualismo de alguns (2.1-4); (4) Alertar a comunidade de Filipos acerca dos pregadores judaizantes que depositavam a salvação nos costumes passageiros e na observação da Lei (3.2-11), como se esses elementos tivessem algum valor espiritual para conter os impulsos da carne (Cl 2.23). Em sua Epístola aos Filipenses, o apóstolo Paulo mostra com vigor que a salvação n.o depende de observar a lei judaica e as suas tradições, mas apenas de Jesus Cristo. o Senhor Jesus é tanto o início como o fim da Lei. Ele é a própria Lei: “Misericórdia quero e não sacrifício” (Mateus 12.7).
