Belo Horizonte, meados do século XX. Classe média tradicional, católica. Tempo de famílias grandes, com filhos, parentes e agregados. Tempo de lençóis brancos e cheirosos, guardados em gavetas trancadas. Este é o mergulho proustiano de Maria Christina Monteiro de Castro, em seu primeiro romance, que mistura ficção e realidade. É uma estreia tardia, de uma mulher de setenta anos, e que, num estilo repleto de expressões fortes, nos revela um Brasil profundo, entre a utopia e a repressão, a revolução de costumes e a tradição familiar. Cobrindo um período de mais de trinta anos, o romance traz inquietações, rupturas e perdas inimaginavelmente dolorosas.