Sempre fui fissurada por poesias. Era daquelas garotas que se trancava no quarto e escrevia/lia o dia todo, quando possível. Quando li sobre a obra de Isabela Xavier, tinha certeza que gostaria de lê-la por completo.
É difícil resenhar um livro repleto de poesias, porque a vontade que temos é de colocar inúmeros versos aqui. Vou me ater apenas em tentar transmitir os sentimentos contidos nas palavras da autora. Quando começamos a ler o livro, nos sentimos vazios; ao concluir a leitura, sentimos que estamos transbordando num oceano de emoções que é difícil de explicar.
Metade? O que dizer de algo que não é inteiro? Aliás, o que dizer de algo que é inteiro, mas que transborda quando tem a presença de outra pessoa? As palavras de Isabela são assim: profundas e transbordantes. “Metade?” foi uma das que mais gostei por conter uma simplicidade imensurável e de me tocar completamente.
Se você não gosta de poesias, leia esse livro. Como declara a autora: sinta uma ou duas vezes, antes de pensar. Leia um poema e vá aos poucos sentindo o gosto e a sensação das palavras proferidas. Isabela diz que “é impossível não gostar, quando a poesia lê você”. Não duvide disso!
“Entrelinhas” foi outro que me marcou bastante e é sempre tudo muito sutil, mas, ao mesmo tempo, intenso. Não deixe o subentendido falar mais alto; quer dizer algo: diga! Que fazer: faça! “Entrelinhas” não te deixa dúvidas do que fazer, mas deixa apenas a certeza das consequências. Não queira pagar para ver!
A revisão foi muito bem feita e sou bem chata nesse quesito. Não sei se estava em êxtase com as palavras da autora e deixei passar ou se não notei erros mesmo. Embora a primeira opção seja real, acredito que a segunda predomine. A diagramação está excelente e o tamanho da fonte é bem agradável. As folhas amareladas proporcionam uma ótima leitura. Ah! E essa capa... Um amontoado de palavras que transmitem exatamente o que está exposto no livro. Impossível deixar de ler!