A Formação da Classe Operária Inglesa (A Formação da Classe Operária Inglesa #3) - A força dos trabalhadores

    E. P. Thompson

    Paz e Terra
    2012
    618 páginas
    20h 36m
    ISBN-13: 9788577532087
    Português Brasileiro

    Fechando a prestigiada série de Thompson, este volume apresenta as origens do movimento operário inglês. A formação da classe operária inglesa deixa uma marca definitiva na historiografia social contemporânea ao recriar de maneira magistral as experiências de vida dos trabalhadores que sofreram a perda do status e da liberdade, que resistiram à degradação, mas em meio a tudo isso produziram uma cultura e uma consciência política de grande vitalidade.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Joachin Azevedo picture
    Joachin Azevedo02/12/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Debruçando-se sobre a década de 1820 para colher evidências de um radicalismo popular que se nutriu das lutas carlilianas pela liberdade de imprensa, pelo crescimento do livre pensamento, de experiências cooperativas e da teoria owenista, Thompson procura mostrar que mesmo que o radicalismo popular tenha sido abafado ao longo da Revolução Industrial, pode ser encarado como “uma cultura intelectual” (THOMPSON, 1987, p. 303). O recorte tratado por Thompson é extremamente rico para a compreensão do fenômeno do autodidatismo entre os trabalhadores. Inclusive os trabalhadores analfabetos não deixavam de participar da vida política da comunidade participando de reuniões nas quais jornais e discursos eram lidos em voz alta. Conforme salienta sobre a situação do operário leitor, Thompson (1987, p. 305) afirma que “a capacidade de leitura era apenas uma técnica elementar. A capacidade de operar com argumentos abstratos e sucessivos não era absolutamente inata”. Dentro desse prisma, muitas vezes os ânimos dos trabalhadores se exaltavam diante de interpretações mais fetichistas que racionais diante de termos como “Governo Provisório” e “Sufrágio Universal”. De acordo com a capacidade de abstração e domínio sobre a escrita, os trabalhadores faziam circular nas urbes desde libelos fundamentados em um estilo metafórico, até pixações ilegíveis em muros de fábricas. Sobre o assassinato de um trabalhador que atacou a usina de Burton, tido como crime justificável pela policia local, Thompson analisa como uma forma de indignação geral entre os trabalhadores contra os poderes instituídos suscitava diferentes protestos escritos, desde os mais sofisticados até os mais rudes. Não apenas o estilo da escrita, mas as sensibilidades de carvoeiros, mineiros e artesãos, por exemplo, são percebidas nessas cartas políticas.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4.6 / 40
    • 5 estrelas75%
    • 4 estrelas18%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%