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    Mil rosas roubadas -

    Silviano Santiago

    Companhia das Letras
    2014
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9788535924541
    Português Brasileiro
    3
    54 avaliações
    Leram74Lendo11Querem241Relendo0Abandonos10Resenhas3
    Favoritos2Desejados241Avaliaram54

    O crítico e ficcionista Silviano Santiago recria a história de uma amizade apaixonada entre dois rapazes. Como nasce e de que se alimenta o afeto entre dois adolescentes do mesmo sexo? Da solidão em família, do repúdio à rotina estudantil, das caminhadas pela metrópole? Como esse afeto se frustra e se transforma em amizade duradoura? No ano de 1952, dois rapazes se encontram em Belo Horizonte à espera do mesmo bonde. O acaso os transforma em amigos íntimos. Passam-se sessenta anos. Numa tarde de 2010, Zeca, então produtor cultural de renome, agoniza no leito do hospital. Ao observá-lo, o professor aposentado de História do Brasil entende que não perde apenas o companheiro de vida, mas seu possível biógrafo. Compete-lhe inverter os papéis e escrever a trajetória do amigo inseparável. Encantam-se na juventude com o charme de Vanessa, tutora literária. Com Marília, aprendem a ouvir o jazz de Ma Raney e se envolvem em impossível triângulo amoroso. Distanciam-se: um faz doutorado em Paris, o outro, jornalismo em São Paulo. Reencontram-se no Rio de Janeiro, mas se afastam pelo estilo de vida: do mundo das drogas e do rock’n’roll, Zeca ridiculariza o acadêmico realizado e infeliz. Escrito na tradição literária mineira, Mil rosas roubadas se informa na poesia memorialista de Carlos Drummond, na prosa de Ciro dos Anjos e de Fernando Sabino. Corajoso, Silviano Santiago reúne fragmentos de um discurso amoroso para tematizar mais uma vez a homoafetividade - já presente nos livros Stella Manhattan e Keith Jarrett no Blue Note. Se Zeca é seu personagem principal, são muitos os coadjuvantes do mundo pop e erudito, como Vladimir Nabokov, Dorothy Parker, Paulo Autran e Keith Richards. Além de pôr em xeque os limites entre ficção e memória, biografia e autobiografia, este romance à clef oferece ainda o rico testemunho de uma época e de uma amizade excepcional.

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    LivreiroFabio26/03/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Exagerado

    "Nenhum verbete de enciclopédia moderna e muito menos de Wikipedia é tão objetivo e confiável quanto duas linhas de epitáfio." p. 25 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Silviano Santiago, doutor em Letras pela Sorbonne, é um gigante da crítica e dos estudos literários no Brasil. Vencedor de 3 prêmios Jabuti - Santiago é referência de pensador com vasta produção, de ensaios a romances. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Em Mil Rosas Roubadas acompanhamos a tentativa do alter-ego de Silviano em biografar o amigo que está nas últimas, Zeca (na verdade, Ezequiel Neves, grande crítico musical, produtor e compositor). A narrativa é difícil, permeada por emoção, confunde o autor e biografado o tempo todo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Tive uma dificuldade enorme em engrenar na leitura, no início fui aos trancos e barrancos. Eu esperava objetividade, mais fatos concretos; e o que há aqui é um misto de romance, ensaio e biografia. Em partes mergulhava na leitura, e em outras lutava, relia, ainda assim não me conectava. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Não culpo o autor, creio que tenha sido um experiencia intensa "exorcizar" essa amizade de forma intensa. A impressão que passou a mim é que talvez tenha sido uma vivência tão pessoal que eu como leitor não consegui adentrar, fiquei de fora por vezes interessado, por vezes entediado. ⠀⠀⠀⠀⠀

    1 curtida

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    Silviano Santiago

    Escritor, poeta, professor, tradutor, ensaista e crítico literário dos mais destacados na literatura brasileira. Começou a escrever na "Revista de Cinema", com um artigo sobre os musicais norte-americanos. Em 1955 ajudou a publicar a revista "Complemento", onde apareceu seu primeiro conto: Os velhos. Em 1959, formou-se em Letras Neolatinas. Sua estréia literária em livro se dá com 4 poetas (1960). Já no Rio de Janeiro, começa a se especializar em literatura francesa, o que o levará ao doutorado na Universidade de Paris, Sorbonne, onde defende tese sobre André Gide. A partir daí vira professor profissional e passa a dar aulas nas universidades de New Mexico, Rutgers, Toronto, New York at Bufafalo e Indiana. No Brasil, lecionou na PUC do Rio de Janeiro na Universidade Federal Fluminense, até se aposentar. Em 1985 publica suas traduções para os poemas de Jacques Prévert e dez anos depois, traduz Por que amo Barthes, de Alain Robbe-Grillet.

    38 Livros
    22 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Silviano Santiago