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    As Mãos de Eurídice (Literatura em minha casa - 8ª série #V,.4) -

    Pedro Bloch

    Martins Fontes
    2003
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-10: 8533618018
    Português Brasileiro
    3.4
    95 avaliações
    Leram219Lendo23Querem184Relendo0Abandonos2Resenhas5
    Favoritos8Desejados184Avaliaram95

    Texto escrito em 1949, que se tornou a peça mais representada da dramarturgia brasileira. Este monólogo conta a história de Gumercindo Tavares que abandonou sua mulher, Dulce, para fugir com eurídice, que tinha belas mãos e por quem se apaixonou profundamente. Mas se arrepende e resolve voltar para a esposa.

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    Ana Paula Guedes picture
    Ana Paula Guedes03/01/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A peça brasileira mais representada no mundo todo, segundo a própria edição.

    O monólogo As mãos de Eurídice é provavelmente a peça brasileira mais representada no mundo todo. Escrito em 1949 por Pedro Bloch, o texto conta-nos a história trágica de Gumercindo Tavares, um homem rico que vivia uma vida burguesa estável com a esposa Dulce, uma mulher da sociedade com ares de intelectual mecenas. Mas tudo isso muda quando ele conhece Eurídice, famosa por ter lindas mãos. Por causa de Eurídice, Gumercindo abandona o lar e foge com a jovem para a Argentina (na época em que a Argentina tinha status, ou seja, não era esse caos que estamos vendo hoje), onde ambos gastam rios de dinheiro em cassinos. Quando Gumercindo termina de dilapidar sua fortuna, recorre a Eurídice, rogando-lhe que lhe dê uma de suas jóias para tirá-los do aperto, mas a interesseira recusa, e Gumercindo volta para o lar na esperança de que Dulce o aceite de volta, apesar de tudo. Eu particularmente gostei da peça, lembra uma cena de novela com todos os seus elementos dramáticos. Muita gente diz não ter gostado, mas fico feliz de não fazer parte desse filão. É sim uma peça fantástica, e mais que isso: essencial para se conhecer o teatro brasileiro.

    2 curtidas

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    3.4 / 95
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas19%
    • 1 estrelas6%
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    Pedro Bloch

    Pedro Bloch (Jitomir, Ucrânia, 1914 — Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 2004) foi um médico foniatra, jornalista, compositor, poeta, dramaturgo e autor de livros infanto-juvenis, que consagrou-se como autor de mais de cem livros. Ele era naturalizado brasileiro. Sua família imigrou para o Brasil no início do século XX. Estudou no Colégio Pedro II e posteriormente cursou a Faculdade Nacional de Medicina da Praia Vermelha atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Chegou a lecionar na PUC do Rio de Janeiro. É autor de mais de cem livros, muitos deles destinados ao público infanto-juvenil, como Pai, me compra um amigo?, Nesta data querida e Chuta o Joãozinho para cá. Escreveu também as peças teatrais Dona Xepa e As Mãos de Eurídice. Mais de 50 do seus livros foram inspiradas quando ele atendia crianças, exercendo sua profissão de médico. A sua mais conhecida obra teatral, As mãos de Eurídice, estreou em 13 de maio de 1950 e repetiu-se mais de 60 mil vezes, em mais de 45 países diferentes. Dois anos depois, escreveu outro sucesso teatral, Dona Xepa, que até foi transformada em telenovela, na Rede Globo. Como jornalista, trabalhou na revista Manchete e no jornal O Globo. O interesse pelo teatro surgiu nas visitas que recebia dos grandes atores em sua própria casa. Pedro Bloch morreu aos 89 anos de idade, de insuficiência respiratória aguda, em seu apartamento em Copacabana, e foi enterrado no Cemitério Comunal Israelita do Rio de Janeiro. Além das obras citadas, Pedro Bloch é também autor de Dicionário de anedotas, Você quer falar melhor?, Samba no pé, Teco-teco e Um pai de verdade.

    31 Livros
    19 Seguidores

    Pedro Bloch