Mulher, como te chamas? - Não sei. Quando nasceste, tua origem? - Não sei. Por que cavaste um buraco na terra? - Não sei. Há quanto tempo estás aqui escondida? - Não sei. Por que mordeste o meu anular? - Não sei. Sabes, não te faremos mal nenhum. - Não sei. De que lado estás? - Não sei. É tempo de guerra, tens de escolher. - Não sei. Existe ainda a tua aldeia? - Não sei. E estas criancas, são tuas? - Sim. WISLAWA SZYMBORSKA
Poesia Sempre 30 - Polônia - Número 30 - Ano 15 / 2008
Diversos
Fundação Biblioteca Nacional
2008
180 páginas
6h 0m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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