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    Poesia reunida -

    Mário de Sá-Carneiro

    Saraiva
    2014
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788520938843
    Português Brasileiro
    3.9
    38 avaliações
    Leram57Lendo8Querem43Relendo1Abandonos1Resenhas3
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    Mário de Sá-Carneiro (1890-1916) nasceu em Lisboa e é considerado um dos grandes nomes da literatura portuguesa. Teve grande participação no Modernismo português, reunido em torno da revista "Orpheu". Mais conhecido por sua poesia, também publicou novelas, contos, peças e atuou como tradutor. Além de sua correspondência com o amigo Fernando Pessoa (publicada postumamente), são marcantes obras como "Dispersão" (1914), "Princípio" (1912) e "A confissão de Lúcio" (1914). Em "Poesia Reunida" estão os poemas das obras "Dispersão", "Indícios de ouro" (1937) e "Últimos poemas" (1915). Há ainda a seção "Poemas dispersos", dedicada às produções da fase madura do autor não publicadas por ele em coletâneas e da qual também constam poemas presentes em suas correspondências. Em "Primeiros poemas", o leitor conhecerá a face de tradutor de Sá-Carneiro, com poemas de Schiller, H. Heine, Goethe e Déroulède. Neste conjunto, transbordam todo o pessimismo, o intimismo e a dificuldade do autor em lidar com o mundo e as transformações à sua volta.

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    Daniel Rodas21/09/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma poesia da dispersão

    Essa coletânea reúne a obra poética do grande poeta português Mário de Sá Carneiro, escrita basicamente entre os anos de 1910 e 1916. As obras Dispersão, Indícios de Ouro, Últimos Poemas e Poemas Esparsos, as três últimas publicadas postumamente, fazem parte da coletânea e permitem traçar um panorama completo da obra deste que foi um dos grandes nomes da poesia portuguesa do século XX. Poeta da primeira fase Modernista, Sá-Carneiro foi um dos grandes gênios literários de seu tempo; ao lado de seu melhor amigo, Fernando Pessoa, os dois fundaram a lendária Revista Orpheu, publicação responsável pela polêmica que deu início ao modernismo português. Pouco inovadora na forma (com exceção do poema futurista Manucure, todos os seus poemas têm forma fixa e versos rimados), a poesia de Sá-Carneiro é revolucionária no conteúdo, ao retomar as antigas tradições do decadentismo do século XIX e transpo-la às angústias existenciais do homem do século XX. Marcados por um lirismo pungente, seus poemas refletem o sentimento de inadequação com o mundo e eterna busca de um Outro Eu perfeito, sentimentos que povoavam a mente do próprio poeta e culminaram em seu suicídio prematuro, no dia 26 de Abril de 1916, em Paris. Boa parte de seus poemas retrata a figura do "solitário da multidão" na ruas da capital francesa, onde se percebe a influência do simbolismo moderno de Baudelaire. A infância, as frustrações amorosas e as dúvidas existenciais também são características muito presentes em sua obra, da qual Indícios de Ouro representa de longe o ponto de alto de seu talento. Uma obra imperdível para os amantes da boa poesia.

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    3.9 / 38
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    Mário de Sá-Carneiro

    Mário de Sá-Carneiro (Lisboa, 19 de Maio de 1890 — Paris, 26 de Abril de 1916) foi um poeta, contista e ficcionista português, um dos grandes expoentes do modernismo em Portugal e um dos mais reputados membros da Geração d’Orpheu.

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    Mário de Sá-Carneiro