A igualdade tornou-se um valor dominante. Daí uma enorme reticência se expandiu acerca da noção de elite, muitas vezes considerada simples para-vento de privilégios indevidos. No entanto a existência, em todas as sociedades, de minorias que se distinguem «por cima» justifica o desenvolvimento de uma sociologia das elites, sem preconceitos nem prejuízos, que se destine a suscitar reflexões e tomadas de posição apenas ideológicas. Uma elite define-se por uma forma de excelência ou apenas pela preeminência de facto? As elites fundamentam-se pelo poder, pela riqueza ou pela notoriedade? As elites têm um sentimento de conivência, por forma a poderem formar verdadeiras classes políticas? Dando continuidade às investigações de Giovanni Busino; retomando as análises de Pareto, Mosca e Michels; referindo a teoria das dominantes de Bourdieu; interpelando Mills ou Poulantzas, o autor retorna à problemática central do seu propósito, a da suposta heterogeneidade das elites. Trata-se, seguramente, de uma obra fundamental, destinada aos estudantes de sociologia e de ciência política, aos docentes e investigadores de ciências sociais, bem como a todos aqueles que decidam levar a cabo uma reflexão informada sobre as crescentes tensões entre uma crescente exigência de democracia e o papel efetivo, cada vez mais afirmado, das elites sempre mais diversificadas na sua natureza e modalidades de influência.
Sociologia das elites (Epistemologia e sociedade)
Jacques Coenen-Huther
Instituto Piaget
2004
202 páginas
6h 44m
ISBN-13: 9789896591298
Português
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