Deep in the darkest region of the Congo, a field expedition dies mysteriously and brutally in a matter of minutes.... At the Houston-based Earth Resources Technology Services, Inc., a shocked supervisor watches a gruesome video transmission of that ill-fated team - and sees the grainy, moving image of a dark, blurred shape.... In San Francisco, an extraordinary gorilla named Amy, who has a 620 "sign" vocabulary, may hold the secret to that fierce carnage. Immediatly, a new expedition is sent to the Congo, descending into a world where the only way out may be through the grisliest death....
Congo -
Michael Crichton
Quando um livro é adaptado para o cinema, frequentemente é dito que o livro é muito melhor. Os motivos são quase sempre os mesmos: mudanças nos personagens, na história, nas frases, localidades. A razão é muito simples, simplesmente não há tempo em um filme para desenvolver e aprofundar tudo, então é preciso sacrificar certos aspectos. Dito isso, é inaceitável que uma obra tão boa quanto Congo tenha ganhado aquela versão atroz no cinema. Demorei a ler o livro por conta de um certo preconceito com a obra, visto a qualidade do filme. Nada a temer: sem atuações bizarras, sem furos de roteiro inexplicáveis, sem Tim Curry com um dos piores sotaques que já ouvi. Crichton apresenta uma história que evoca os clássicos da ficção, com minas de diamante e cidades antigas perdidas no coração de florestas inexploradas, distantes do mundo civilizado, os últimos bastiões da natureza indomada. Ao mesmo tempo, Crichton consegue modernizar a história, com computadores cada vez mais rápidos e a disputa pela informação. A humanidade criou e dominou a tecnologia para servir aos seus interesses, mas ao mesmo tempo também se tornou extremamente dependente dela. O único porém é a caracterização dos personagens. Crichton sempre escreveu muito bem seus roteiros, criando um universo complexo, e especulando muito bem sobre novas tecnologias, fugindo aqui e ali para satisfazer a regra do entretenimento. Todavia, seus personagens são sempre caricatos, como se fossem avatares de algum traço particular do comportamento humano. Isso torna mais fácil encaixar os personagens na história, mas ao mesmo tempo torna mais difícil se identificar com os personagens.
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