Já houve um tempo (não faz tanto tempo assim) em que o destino natural da mulher era ser esposa, mãe e dona-de-casa. Depois, o tempo foi passando, apareceram a pílula, a minissaia, a "igualdade", o microondas, os congelados e a dona-de-casa foi congelada na história. Um ser mumificado na era da independência feminina. Uma Gata Borralheira perto das princesas pós-modernas, profissionais e competitivas de hoje em dia. Por tanto, restava a ela o anonimato e o obscurantismo da vida entre quatro paredes: lavar, cozinhar, arrumar, cuidar dos filhos e esperar a chegada do "príncipe" (?!?) a cada noite. Pobrezinha... Aí o tempo foi passando, passando e ela mal se deu conta de que dirigiu uma pequena empresa - a casa -, geriu orçamentos, negociou reformas, consertou torneiras, pintou paredes, costurou cortinas, aturou bombeiros, eletricistas e outros "istas"; criou os filhos, deu aulas particulares para eles, os levou para a natação, o inglês e a fonoaudióloga, deu colo e palmadas quando precisaram; foi um misto de amante, mãe e secretária de luxo do marido, que sempre pediu tudo para ela;
Dona de casa - A profissão invisível
Cátia Moraes
Objetiva
1997
162 páginas
5h 24m
ISBN-10: 8573021608
Português Brasileiro
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