Sobre a Acusação de Si Mesmo - O Caminho da Humildade

    Jorge M. Bergoglio (Papa Francisco)

    Ave Maria
    2013
    40 páginas
    1h 20m
    ISBN-13: 9788527614542
    Português Brasileiro

    Ainda quando era arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, escreveu sobre o sacrifício de não falar mal uns dos outros. Esta obra, exclusiva da Editora Ave-Maria no Brasil, nos proporciona uma reflexão sobre nossos atos e nos orienta para o caminho da humildade e do amor. Reconhecendo nossas limitações conseguiremos compreender melhor o nosso próximo.

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    Tales Vieira picture
    Tales Vieira10/10/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sinais, forte sinais

    Primeiramente queria deixar avisado para quem for começar a ler essa resenha esperando um comentário super católico ou espiritual que existe a possibilidade gigantesca de não ter nada a ver com o que procura, sendo esse um comentário pessoal. Um livro de filosofia cristã que me marcou enormemente foi A Prática da Humildade do Papa Leão XIII, as páginas lidas na adolescência no intervalo das aulas na escola ecoam até hoje em minha vida apesar de alguns desvios, foi algo que como dizem por aí ''moldou caráter''. Uns bons 8 anos depois com esse do Papa Francisco que ele escreveu enquanto era o Bergoglio arcebispo de Buenos Aires senti a mesma energia revigorante e no momento exato, apareceu num momento de profunda análise pessoal e reflexão sobre rumos a serem tomados. Aqui Francisco exorta a virtude do silêncio que tomei para mim como ''puxão de orelha'' quanto a falar demais o que não se deve e com quem não vale a pena ou que seja até perigoso, é preciso saber reconhecer a hora certa de falar. Além disso valeu também como reflexão sobre exposição desnecessária em redes sociais e até na vida real. Segundo ponto foi a prática da humildade que ele chamou de abaixamento, algo que até onde sei é um conceito utilizado pelos franciscanos, o que faria muito sentido. Pra resumir valem aquelas máximas do tipo: ''quer respeito respeite primeiro'', ''antes de ser servido aprenda a servir'', ''um bom líder foi liderado antes'', citações que não estão no livro, mas me lembraram esses clichês, aliás, a cada dia me convenço mais que essas frases prontas carregam muitas verdades em poucas palavras. Só que tem um porém: aqui isso é levado ao máximo, algo que a maioria dos cristãos não fazem na prática e que é virtude dos santos. Uma ideia de ser o último, o humilhado, o peão movimentando silenciosamente a grande engrenagem de Deus por amor ao próximo. É um nível de anulação do ego bem complicado de alcançar em sua plenitude. Também foi super válido quando ele fala sobre não ficar paranoico com as coisas como se todo mundo te odiasse e existisse um plano contra você de forma extremamente pessoal e específica. Nem tudo é sobre você, sobre alguma teoria da conspiração ou ''obra do demônio'' que leva a culpa até quando não teve nada a ver com sua fraqueza mental ou espiritual própria, às vezes tá precisando mais é de por a terapia em dia mesmo (parte adicionada por mim) Por fim vale o reforço de cultivar os prazeres da alma, nunca nos contentando com gotinhas de água enquanto do outro lado tem uma linda cachoeira (isso não necessariamente tem a ver com Céu e Inferno pós-vida, é aqui e agora mesmo)

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