C. A. Saltoris revelou toda a sua habilidade nessa narrativa, que encanta e ao mesmo tempo assombra o leitor. Dessa vez, no entanto, é preciso interpretar as entrelinhas para compreender o real sentido desse conto. Ao fazê-lo, não há arrependimentos. Há apenas a certeza de que se leu algo precioso. Uma jovem, incapaz de ver o próprio valor, decide ceder à pressão da avaliação dos outros. Sob o peso do julgamento alheio, desiste de viver. Mas algo interfere; algo que – embora pareça aterrorizador – brinca com nosso senso sobre qual seria "o rosto dos imortais". O que será mais importante: a beleza etérea ou a bondade que nos resgata a esperança? Adorei.