Desigualdade social é um fenômeno social, cultural e histórico exterior ao indivíduo, não sendo, portanto, determinado por condições naturais, biológicas ou por herança genética. Desse modo, é necessário ter presente que ninguém nasce desigual, mas, com grande frequência, as pessoas nascem em condições desiguais.
Segundo o sociólogo Guilherme A. Calham (1981), quando falamos de desigualdade social, estamos nos referindo ao fato de existirem hierarquias entre pessoas e grupos sociais, nas quais os indivíduos que ocupam posições superiores possuem vantagem em relação aos que ocupam posições inferiores. Essas vantagens ou privilégios dizem respeito às formas de acesso e distribuição de bens socialmente valorizada a propriedade, o capital, o poder e a informação, por exemplo. Essa distribuição é sempre ordenada por norma, o que a torna um componente da estrutura de grupos e sociedades.
Tal como aqui propomos, a desigualdade social refere-se à existência de privilégios na distribuição de bens sociais, possuindo certas características básicas que passaremos a descrever:
1. A desigualdade é um fenômeno social As desigualdades de gênero, raça e etnia não são fatores biológicos ou naturais, mas sim artificiais, no sentido de serem uma criação humana.
2. A desigualdade é um fenômeno onipresente Pode ser verificado em todas as sociedades humanas.
3. A desigualdade adquire diferentes configurações As desigualdades mudam de forma e de conteúdo em cada época histórica e tipo de sociedade.
4. A desigualdade influencia as condições de vida das pessoas e dos grupos sociais Isso implica reconhecer que as desigualdades potencializam conflitos e contradições entre pessoas e coletividades distintas.
*
Mais do blog Lista de Livros em: