Milícias atacando cultos de outras religiões, minorias acuadas, teocracia no Congresso. Entenda como alguns radicais ameaçam incendiar o Brasil com ódio religioso.
Superinteressante Nº 351 (Setembro de 2015) - Extremismo evangélico
não informado
Na reportagem sobre extremismo pensei em duas coisas: a superficialidade do evangelho encarada por muitos e a deturpação e banalização da mensagem bíblica para adequação a conceitos próprios. Na primeira esquece-se a representatividade da expressão maior de Deus, que é o amor, e apela-se para a imposição e até mesmo a postura de se colocar em lugar divino como juiz. Evangelho sem a expressão de amor é superficialidade. Ele deve ser uma escolha e vive quem aceita a partir de seu livre arbítrio. A igreja viva o evangelho pleno e testemunhe a expressão maior de Deus. E cada um viva suas escolhas em respeito. O viver com Cristo é semelhante a um caminho e porta estreita, em suas palavras, isso requer escolhas e o homem é livre para fazer as suas diante do convite do evangelho, sabedor que um dia estaremos diante do Criador. Na segunda coisa, relacionei o contexto da atualidade com a deturpação da Bíblia para interesse próprio. Há quem mate, roube, massacre, condene e viva do jeito que quiser com palavras ditas de inspiração bíblica. Enganam-se a si mesmo. Penso que a revista generalizou muita coisa na representatividade dos evangélicos. Também me chamou atenção a reportagem sobre a bomba Tsar, que em 1961 foi detonada pela União Soviética como a mais poderosa arma nuclear já produzida. A detonação foi uma propaganda e teve números impressionantes, equivalendo a mais de três mil bombas atômicas similares às detonadas na guerra mundial. Se estas tiveram a capacidade de destruir cidades, as segundas eliminariam estados inteiros. Olha essas escolhas humanas sobre a tecnologia, capazes de produzir coisas horrendas! Interessante que foi tão impactante, que um dos cientistas idealizadores passou a ser militante contra armas atômicas e recebeu prêmio Nobel pela causa. A história da bomba Tsar é um capítulo assustador. Basta pensa no Monte Everest com seus 8 mil metros (estou estimando) em comparação ao cogumelo da bomba que chegou a 64 km. Que realização bestial e maquiavélica! Nessa projeção de armas, e não é que agora há investimento em robôs autômatos para uso em guerra! Discuti-se o grau de autonomia que poderão desenvolver. Conjecturando um pouco, pode vir aí um dia a revolução das máquinas, tipo "Eu, robô" ou "Exterminador do Futuro". Com essa capacidade maquiavélica da ciência e propósitos terríveis... Gostei também da reportagem sobre as vacinas, que ressalta a importância e explica o ressurgimento de muitas doenças tidas em erradicação. Dá para ver também um jogo de interesses por parte de laboratórios, como foi ilustrado. E sobre as celebridades com a propaganda negativa sugestionando postura de oposição a vacinação? Terrível saber disso e um desapontamento. Finalizando, registro a sugestão de livro: "Como não ser um babaca", de Meghan Doherty. Por coisas como essas na revista, cai bem na nossa leitura.
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