Romance amapaense sobre um migrante e sua identificação com o Amapá.
Poraquês e Piaçocas - J. Jovino (Literatura do Amapá)
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Ver maisLi em 2012. Obra de J. Jovino, publicada em 1998 sobre um migrante em Macapá. O autor, filho adotivo das terras amapaenses, misturando ficção com recordações pessoais, nos conta a história de José Amâncio. Trabalhador, mineiro, vindo a esta terra em busca de oportunidades e aperfeiçoamento profissional, por ocasião de curso no SENAI. A narrativa começa em 1989 e termina no final dos anos 90. Como é comum à grande população brasileira, não conhecia verdadeiramente a vida na Amazônia, seus costumes e convivência com esta natureza tão presente, principalmente no Amapá. O texto é expressivo e atento às coisas locais, tornando este seu ponto principal. Apesar de obra fictícia, no relato e impressões do autor, vemos uma Macapá se descortinando, mostrando algumas de suas particularidades, escritas com o entusiasmo da descoberta. O título já evidencia isso, remete-se a animais que o autor, notadamente um ecologista, descobriu aqui na cidade em convivência com a população (poraquê deves conhecer, já a piaçoca refere-se a jaçanã). Ao mesmo tempo nos faz perceber as transformações sempre presentes e constantes na cidade, pois o autor, mesmo com pouco tempo na terra, vai relatando o desaparecimento dasprimeiras impressões com saudosismo. O José Amâncio, protagonista do livro, é este homem que descobre, relata e nos mostra um pouco dos costumes desta terra. Descrevendo a viagem de barco no início da história e a vida mais pacata que vai mudando (Macapá do final dos anos 80 era diferente de hoje). Tem saudades dessa terra quando passa um tempo em outro estado, compara costumes locais, fala do Bairro São Lázaro (quando morou em área alagada), das transformações no Araxá, da destruição dos aturiás e ocupação da região. Conta também uma história envolvendo o garimpo do Lourenço relatando muita coisa da realidade - prostituição e exploração. E assim, por essas e outras, é um livro principalmente de homenagens ao Amapá. Ao final de cada capítulo o autor apresenta sempre uma poesia, sobre a mulher, a mãe, a terra, o negro e o povo. Um ponto negativo é a necessidade urgente de uma revisão gramatical. A edição tem muitos erros e isso não torna a obra interessante, nessas características, ao público estudantil. O literato amapaense Alci de Jesus referiu-se a essa obra da seguinte forma: "Poraquês e Piaçocas", fruto da intelectualidade amadurecida ao longo dos anos, mostra o lado bonito e romântico de nossa terra, e suas poesias, o lado carinhoso do homem com relação à vida." Informações que havia postado no blog
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