Reforma Eleitoral no Brasil - legislação, democracia e internet em debate

    Diego Werneck Arguelhes, Eduardo Magrani, Fernando de Castro Fontainha, Ivar A. Hartmann, Joaquim Falcão, Luiz Moncau, Marília Maciel, Marina Barros, Michael Freitas Mohallem, Pedro Mizukami, Silvana Batini Cesar Góes, Silvio Meira, Adriana Lacombe, Eduardo Muylaert, Iuri Pitta

    Civilização Brasileira
    2015
    223 páginas
    7h 26m
    ISBN-13: 9788520012765
    Português Brasileiro

    Os diversos aspectos do processo eleitoral – o uso de novas tecnologias de comunicação, participação e votação, bem como a estrutura e o funcionamento do Tribunal Superior Eleitoral – são o ponto central da discussão de Reforma eleitoral no Brasil, que traz artigos inéditos, escritos após as eleições de 2014. A concepção deste livro resulta da parceria entre a FGV Direito Rio e o jornal O Estado de S. Paulo. Durante as eleições presidenciais de 2014, pesquisadores e professores da FGV Direito Rio acompanharam e discutiram decisões do TSE sobre o uso das redes sociais e das novas tecnologias pelos candidatos. O resultado da análise foi publicado no jornal impresso e no blog Conexão eleitoral, hospedado no portal online. As abordagens são variadas: problemas da legislação vigente; análises comparativas entre processos eleitorais em diferentes países; ampliação da participação popular na elaboração de leis de interesse e utilidade pública e no controle dos três poderes; mecanismos mais igualitários de elegibilidade; financiamento misto versus estritamente público das campanhas eleitorais; uso de novas tecnologias nas últimas eleições para presidente; entre outras questões.

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    Maciel Muss Sein07/11/2025Resenhou um livro
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    A Reforma Eleitoral do Brasil é um conjunto de mudanças nas leis que regem o processo eleitoral, com o objetivo de aperfeiçoar o sistema democrático, tornar as eleições mais justas, transparentes e representativas, além de corrigir falhas e distorções existentes nas regras de votação e de representação política. Essas reformas não ocorrem de uma só vez; são aprovadas gradualmente pelo Congresso Nacional e podem alterar desde o funcionamento dos partidos políticos até a forma de escolha dos candidatos e o financiamento das campanhas. Historicamente, o Brasil já passou por diversas reformas eleitorais. Desde a redemocratização, em 1988, várias mudanças foram feitas para ajustar o sistema político às novas realidades do país. Entre as mais marcantes, estão a criação da Lei da Ficha Limpa (2010), que impede candidaturas de pessoas condenadas por crimes graves; o fim das coligações proporcionais (2020), que buscou reduzir a fragmentação partidária; e a cláusula de barreira, que limita o acesso de partidos pequenos a recursos públicos e tempo de propaganda caso não alcancem determinado número de votos. Outras propostas de reforma discutem temas como o voto distrital misto, em que parte dos representantes seria eleita por distrito e outra por voto proporcional; o financiamento público exclusivo de campanhas, para reduzir a influência do poder econômico; e até a unificação das eleições, de modo que todos os cargos sejam escolhidos em uma mesma data. A cada eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também edita resoluções com base em novas leis aprovadas, garantindo que as regras sejam atualizadas e respeitadas. Essas reformas são essenciais para manter o equilíbrio entre representatividade política, transparência e eficiência do processo eleitoral. Em síntese, a Reforma Eleitoral do Brasil é um processo contínuo e necessário, que busca aprimorar a democracia e garantir que o poder realmente emane do povo, conforme previsto na Constituição. Ao modernizar as regras, o país se adapta às mudanças sociais e fortalece a confiança dos cidadãos nas instituições e na política.

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