As representações teatrais foram oficialmente introduzidas em Roma no ano 240 a.C. Eram peças de assuntos gregos, com os atores vestidos à grega, e o povo romano logo se afeiçoou às "fábulas" gregas. Bem mais tarde surgiram fábulas com temas nacionais e atores com as tradicionais togas romanas: eram as fabulae togatae e as mais populares foram escritas por Plauto (250-184 a.C.) que, embora confessadamente imitasse os comediógrafos gregos, sempre espelhava em suas peças costumes, fatos, tipos e idéias da época. Era uma época de costumes desbragados, pelo que não estranha encontrar na comédia plautina, como figuras caricatas delineadas em traço carregado, cáftens, prostitutas, matamouros, parasitas, escravos, jovens apaixonados, velhos avarentos. A comicidade advinha sobretudo dos artifícios cênicos e dos trocadilhos e expressões pitorescas que coloriam as falas das personagens. Da vitalidade das comédias que estão incorporadas em definitivo ao acervo do teatro clássico, de Plauto, diz bem o fato de que continuam a ser representadas e a divertir as plateias de nossos dias. Daí o interesse com que estudantes de Arte Dramática e profissionais de teatro haverão de receber esta bem cuidada edição de cinco comédias plautinas, traduzidas diretamente do latim pelo Prof. Jaime Bruna, da Universidade de S. Paulo, que completou o volume com uma breve introdução acerca de Plauto e a comédia latina e com notas de esclarecimento das alusões literárias, mitológicas, históricas, geográficas etc. ocorrentes no texto.
