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    Shane Ryan -

    Miguel Paes, Miguel Paes

    Ella Editorial
    2016
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788584050833
    Português Brasileiro
    4.8
    7 avaliações
    Leram8Lendo1Querem5Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados5Avaliaram7

    Shane Ryan é um garoto incomum, que ao ser deixado na porta de fazendeiros, quando ainda era apenas um bebê, foi criado de forma muito pacata e segura. Após completar 15 anos de idade acaba sendo imerso em um mundo de criaturas, monstros e conspirações muito maiores do que ele poderia imaginar.

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    Resenhas (1)Ver mais
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    Portal Geeker15/01/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Resenha: Shane Ryan - A Guerra dos Reinos

    Olá, Pessoal!!! A resenha de hoje é sobre o livro Shane Ryan – A Guerra dos Reinos, do escritor brasileiro Miguel Paes e essa obra do Gênero Fantasia conta a história de Shane Ryan, um adolescente de 15 anos, que pouco conhecia do mundo – a não ser a floresta que rodeia a fazenda na qual foi criado por seus pais adotivos. Porém, em dado momento, Shane começa a perceber que ele não é uma pessoa comum, muito pelo contrário ele é uma pessoa diferente, com habilidades especiais. O jovem também nota que seus pais adotivos, apesar de muito amorosos, o estão protegendo de perigos muito além daqueles que a floresta pode oferecer. Nossa aventura começa quando Shane, cansado de tanta proteção e de tantas perguntas que surgem em sua mente, resolve ir em busca de suas origens e daquele algo que falta em sua vida. A primeira coisa que é preciso saber sobre esse livro é que esta é uma história de fantasia original, na qual somos introduzidos a um novo mundo, novos reinos, poderes, mistérios e magia. Apesar de, nós, como leitores, fazermos ligações com outras histórias já consagradas pelos fãs, tais como Harry Potter, Percy Jackson, Eragon, etc., a trama é bem diferente, sendo totalmente original e cheia de potencial para muitos outros livros. Miguel Paes conseguiu criar uma história cheia de detalhes e originalidade dentro de uma escrita simples. Shane Ryan – A Guerra dos Reinos foi construída com uma escrita fácil e gostosa de ler. Apesar da quantidade de informações não é uma história complexa, mesmo tento o potencial para se enraizar e crescer muito mais. As cenas e acontecimentos não são muito descritivos e não há uma riqueza de detalhes no desenrolar do enredo, mas, ao mesmo tempo, podemos perceber o enorme potencial que o livro tem para crescer e se desenvolver junto com a personagem. Assim como acontece em Harry Potter e Percy Jackson, por exemplo. O autor consegue deixar linhas soltas que poderão render muito enredo, lugares, personagens e cenas novas. O livro apresenta um formato juvenil ótimo para aqueles que estão começando no mundo literário, mas que, ao mesmo tempo, consegue prender aqueles que já estão nesse mundo a bastante tempo. Isso se deve ao fato de que encontramos em Shane Ryan – A Guerra dos Reinos, muitos fatores novos e interessantes, além, é claro, dos mistérios que aparecem ao longo da história. E é aí que surgem perguntas e questionamentos, daquele tipo que te faz querer continuar lendo para desvendar o que acontece. Sorte que o Miguel já nos contou que a continuação está a caminho, ufa!! haha!! Ao iniciarmos o livro podemos ter um vislumbre da origem do personagem principal. Claro que não de uma forma detalhada, mas é possível nos situar na história, que se passa em Nórian. No continente primordial, ficam os três reinos que nos são apresentados nesse livro, mas o Miguel já nos contou em entrevista que Nórian vai muito além do que vemos nesse primeiro momento. Os três reinos que conhecemos são: Falanor – que são as terras ao norte, onde os habitantes são criomantes, ou seja, podem controlar a umidade do ar, a água e o gelo; Eranor – que são as terras ao sul, onde os habitantes possuem a habilidade da piromancia, ou seja, são piromantes que podem controlar o fogo; e Anthrópina – o reino dos humanos. Os habitantes de Falanor e Eranor não são humanos, além dessas habilidades os mesmos possuem resistência física e podem viver muito mais que os humanos. Cada um dos reinos possui seu próprio rei. E já viveram em tempos de paz e harmonia. Nesse período, para que a segurança, a tranquilidade e a paz fossem mantidas, foi criada uma ordem de guerreiros que eram chamados de guardiões e que era composta por habitantes de toda Nórian e que serviam aos três reinos igualmente. Contudo, quando a paz foi destruída por guerras e intrigas, os Guardiões, antes tão respeitados, acabaram sendo marginalizados e perseguidos por Eranor e Falanor. Os poucos que sobreviveram passaram a manter a Ordem dos Guardiões escondida e protegida em suas fortalezas. Um dos fatores mais interessantes e diferentes nesse livro, é a questão religiosa, trazida para nós através dos primordiais – seres divinos responsáveis pela criação de Nórian, dos seres humanos e posteriormente dessas novas raças mais resistentes e habilidosas. O autor traz a religiosidade para dentro do livro, falando sobre criação e fé. Inclusive, um dos personagens do livro é muito religioso. Temos uma ideia melhor do porque de muitas coisas quando passamos a conhecer mais sobre os primordiais. Em sua jornada Shane começa a ficar mais confortável com suas habilidades, ele consegue aceitar que é diferente, mas para um menino criado tão isolado, tudo é muito novo e apavorante. Em seu caminho ele encontra muitas pessoas, mas um dos principais encontros do livro é quando conhece Laura, uma menina forte e corajosa que já de cara chama a atenção do nosso herói. Laura é um dos personagens principais e é ela a responsável por levar Shane aos guardiões na fortaleza de Valloria, onde ele conhece Darius, o responsável pelo lugar, que acaba sendo como uma figura paterna para ele. É na fortaleza que Shane recebe treinamento para se tornar um guerreiro e começa a aprender a controlar suas habilidades. Habilidades essas que são muito especiais, até mesmo para aqueles que são criomantes ou piromantes. Shane é diferente de todos os outros e isso torna-se muito visível no livro. Temos algumas cenas de aventura e lutas, principalmente quando o personagem sai em missão com seus amigos. Porém, estas cenas não são muito detalhadas, teria sido ótimo ter um vislumbre melhor das situações, um olhar mais complexo e empolgante. Nem mesmo o treinamento de Shane foi detalhado e outra coisa que poderia ter sido ótimo ler sobre. As cenas de lutas também são poucas e nos deixam com gostinho de quero mais. Se houve algo que senti realmente que falta nesse livro foi de cenas de luas e aventuras mais descritivas e emocionantes. Essa parte de missões, testes e treinamentos me lembrou muito Percy Jackson, o que particularmente me animou bastante, já que sou muito fã da série. Eu tive que usar essa referência para explicar a vocês como fiquei animada, mas é que não vejo problema algum em usar histórias já conhecidas como explicação e relacioná-las, ainda mais porque quando falamos sobre fantasia as fontes de inspiração são as mesmas para todos: a mitologia. Há um fator na história que me lembrou bastante Harry Potter e as divisões das casas comunais. Isso porque os Guardiões se dividem em três fortalezas: Valloria, representada pelo brasão do dragão e que tem como lema a honra, Treefloris representada pelo brasão do guaxinim e que tem como lema a coragem e por fim Hallowar representada pela águia e que tem como lema a liberdade. Para finalizar posso dizer que Miguel Paes conseguiu criar uma história de fantasia única e original. Ele cria um mundo novo, com seres divinos, novos poderes, novos reinos, novas terras, seres, raças, personagens interessantes e um enredo diferente. O livro não é complexo, mesmo com tantas informações, mas devido a tudo que falei até aqui é possível afirmar que Shane Ryan – A Guerra dos Reinos é um ótimo primeiro livro, com potencial para se tornar uma série incrível e bem maior do que tudo que já conhecemos até o momento da história de Shane. Leia mais resenhas em nosso blog

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    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Miguel Augusto de Oliveira Paes Rodrigues

    Natural de Tubarão-SC, não se contentou com apenas a leitura. Com uma ideia e papel e caneta na mão, iniciou o que se chamaria no futuro de A Sereia de Santa Murgen, sua primeira obra publicada.

    2 Livros
    8 Seguidores
    Santa Catarina, Brasil

    Miguel Augusto de Oliveira Paes Rodrigues