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    Aborto e (não) desejo de maternidades(s) - questões para a Psicologia

    CFP

    Conselho Federal de Psicologia
    2016
    178 páginas
    5h 56m
    ISBN-13: 9788589208789
    Português Brasileiro
    4.3
    6 avaliações
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    A interrupção voluntária da gravidez ou abortamento induzido é um problema de saúde pública no Brasil. Mais do que suscitar opiniões pessoais, necessitamos debatê- lo à luz dos estudos que descrevem e/ou registram a prevalência do abortamento na população utilizando métodos de pesquisa reconhecidos para lidar com a especificidade do fenômeno. Dessa forma, destacamos o estudo apresentado na Pesquisa Nacional de Aborto, o qual aponta que uma dentre cada cinco brasileiras já fez pelo menos um aborto na vida. No entanto é importante destacar que, das mulheres que abortam, são as pobres (e negras) as mais atingidas pela desigualdade de acesso a formas seguras de interrupção de gravidez. Quanto aos abortamentos que são previstos em lei nos casos de gravidez decorrente de estupro, grave risco de vida à mulher/mãe e, mais recentemente, casos de anencefalia, o Estado brasileiro disponibiliza o acesso pelo Sistema de Único de Saúde (SUS). Contudo, mesmo nesses casos os estudos apontam que a mulher depara-se com grandes barreiras de acesso, além do estigma e de vários fatores que acabam por dificultar a obtenção do direito. A interrupção da gravidez toca em pelo menos dois pontos tabus em nossa cultura: de um lado, a discussão sobre quando se deve reconhecer aquela potência de vida dentro da mulher como sujeito e, por outro lado, a maternidade e os valores e ideais que a cercam, um tema importante a todos nós psicólogas e psicólogos. Tem a Psicologia refletido criticamente sobre o conceito de “maternidade”? Como tem sido pensada a mulher que não deseja ser mãe? A que não ama seus filhos? A que decide interromper uma gravidez? A presente coletânea, mais do que responder a estas questões, tem como intuito fomentar o debate e levar, às psicólogas e aos psicólogos, reflexões de profissionais que têm se debruçado sobre o tema. Fonte: http://site.cfp.org.br/publicacao/aborto-e-nao-desejo-de-maternidades-questoes-para-a-psicologia/

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    Daiele Cristina picture
    Daiele Cristina02/05/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Bom

    Recomendo a leitura, apesar de apresentar parágrafos muito longos ( o que, no meu caso, dificulta a leitura). O livro apresenta o contexto histórico voltado para as performances que estão relacionadas aos gêneros, principalmente, que fixam que as mulheres são destinadas a maternidade e aos cuidados do lar. Nesse sentido, é muito importante o conhecimento histórico para desconstruir preconceitos e estigmas. Menciona a importância dos estudos de gênero e como estes abrem espaços para novas possibilidades de intervenção. Aponta a necessidade da criação de espaços de fala para que as mulheres possam expor desconfortos, dificuldades e o mal estar relacionado a maternidade, sem sofrerem julgamentos por transgredirem práticas tidas como inatas a toda mulher. E, descreve que o cuidado é uma habilidade humana, ou seja, os cuidados devem ser compartilhados entre os familiares, tirando a sobrecarga de uma única cuidadora, a mãe.

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    Conselho Federal de Psicologia

    O Conselho Federal de Psicologia – CFP é uma autarquia de direito público, com autonomia administrativa e financeira, cujos objetivos, além de regulamentar, orientar e fiscalizar o exercício profissional, como previsto na Lei 5766/1971, regulamentada pelo Decreto 79.822, de 17 de junho de 1977, deve promover espaços de discussão sobre os grandes temas da Psicologia que levem à qualificação dos serviços profissionais prestados pela categoria à sociedade. Órgão central do Sistema Conselhos, o CFP tem sede e foro no Distrito Federal e jurisdição em todo o território nacional. Os conteúdos presentes nesta pagina são oriundos das fontes originais do CFP encontrados na pagina oficial: http://site.cfp.org.br/

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