Para a maioria das pessoas, Charlie e o Grande Elevador de Vidro é totalmente desconhecido. O que não sabem é que o livro é a continuação de A Fantástica Fábrica de Chocolate, que possui duas adaptações bastante famosas. Talvez o fato de os filmes terem ganhado tanta fama tenha levado ao ofuscamento de sua continuação, pois não vejo o porque desse divertido livro ter se tornado tão desconhecido.
Como todas as pessoas que já leram livros de Roald Dahl podem perceber, o autor tem uma narrativa ímpar. Escreve suas histórias com um misto de humor, fantasia e aventura, fazendo com que nós leitores entremos totalmente no livro e nos divirtamos muito.
A história se passa logo depois que Willy Wonka vai até a casa de Charlie em seu elevador de vidro, para convidá-lo a se tornar o novo dono da Fábrica de Chocolate. Toda a família então embarca no grande elevador para ir à fábrica, mas ocorre um imprevisto e acabam indo ao espaço. Encontram então um hotel espacial dos Estados Unidos, astronautas, Cnidos Vermicosos e muita confusão.
As brigas de Willy Wonka com vovó Josefina e vovó Jorgina são hilárias. Xingamentos mais criativos quanto os deles vai ser difícil encontrar. O Sr. Wonka imitando extraterrestres então nem se fala, ri muito com eles. E como era de se esperar, os umpa-lumpas aparecem neste livro com novas canções bastante divertidas.
Se em A Fantástica Fábrica de Chocolate Roald Dahl faz diversas críticas às crianças, desta vez ele vem fazer críticas ás pessoas de todas as idades. Aos políticos principalmente, pois no livro o presidente dos EUA se tornou presidente porque não sabia fazer mais nada. E os adultos (no caso, idosos), sempre querendo mais e mais e dando saltos maiores que as pernas sofrem as consequências. Resumindo, um livro super divertido que recomendo não apenas para as crianças, mas para pessoas de todas as idades. É diversão certa.