Uma jornada tragicômico.
Este não é o meu tipo de leitura habitual, o que torna difícil para mim classificar a obra como algo extraordinário. No entanto, Um Mais Um provou ser uma leitura agradável, carregada por aquela 'vibe' de filme da Sessão da Tarde, onde situações tragicômicas ditam o ritmo. A obra entrega a velha, mas válida lição de que a alegria reside na jornada, não necessariamente no destino. É uma leitura feita para aquecer o coração, sem a pretensão de ser uma obra-prima técnica ou densa. O mérito de Jojo Moyes está na fluidez: a autora escreve bem e sabe inserir elementos inesperados que quebram a linearidade, como o recurso criativo de um capítulo composto por apenas uma frase. Por outro lado, algumas escolhas narrativas parecem pesadas demais para o tom do livro — especificamente os eventos envolvendo o cachorro, que soaram desnecessários para o desenvolvimento da trama. No geral, é um livro que cumpre seu papel de entretenimento. Recomendo para quem busca algo leve e sem grandes exigências de profundidade filosófica ou seriedade extrema.
