A Investigação Apreciativa (IA) é uma abordagem de desenvolvimento e mudança organizacional inovadora. Trata-se de uma abordagem de mudança que cria uma disciplina de pensamento sobre um passado de sucesso, transformando assim, nosso sonho em potencialidade. A obra é o guia prático mais respeitável para a IA. A partir desse método para impulsionar sistematicamente o potencial humano, muitas organizações, comunidades e indivíduos têm ampliado sua eficiência. Essa metodologia já foi aplicada com sucesso em centenas de projetos de consultoria e pesquisa na última década na África, Ásia, Europa e Américas do Norte e do Sul. O livro oferece uma visão geral básica do processo e dos princípios de AI, juntamente com histórias atuais que ilustram como empresas bem sucedidas têm aplicado o método e os benefícios que obtiveram como resultado.
Investigação Apreciativa
Diana Whitney, David L. Cooperrider
A Investigação Apreciativa é um novo (surgiu no fim da década de 80) modelo de gestão considerado revolucionário pelos autores. Resumindo de forma de bem elementar, é simplesmente uma mudança de abordagem e de prisma sob os quais a estratégia gerencial da corporação vai ser estabelecida: ao invés de focar nos problemas para corrigi-los, focar nos pontos positivos e tirar mais proveito deles. Quem fez qualquer faculdade com alguma disciplina de Empreendedorismo sabe do que eu estou falando, pois estudou a Matriz SWOT (uma tabela com os aspectos internos da organização: forças e fraquezas; e externos: oportunidades e ameaças) na qual é feito um diagnóstico e, baseado nele, criado o planejamento estratégico. O modelo é adaptado aos valores, crenças e desafios de negócios que os gestores e líderes enfrentam atualmente. Envolve uma cultura organizacional rica em narrativa e metáforas. Possui uma tripla fundamentação: Pessoas; Lucros; Planeta. É utilizada para aprimorar a participação do funcionário, a retenção, o ânimo, a satisfação do cliente, a competitividade do preço, e atender aos interesses da sociedade. Uma das práticas é a entrevista apreciativa com os membros da organização e seus interessados fazendo perguntas como sobre a época que eles tiveram a experiência mais enriquecedora da empresa, que o deixou vivo, engajado, e vibrante, para dizer sem modéstia o que cada um mais valoriza em si, seu trabalho e sua organização, quais são os fatores centrais que dão vida à organização quando ela se encontra no auge, imaginar a organização em dez anos e que como ele contribui para essa organização dos sonhos. As histórias são compartilhadas por toda a organização. Também utiliza o termo fusão de forças, em que o sistema aumenta sua capacidade de se adaptar e se relacionar com seus stakeholders. O livro afirma que a aplicação da metodologia melhorou a relação entre a gerência e o sindicato, por exemplo. O método para a definição dos rumos estratégicos é o Ciclo de 4-D (em inglês): 1. Descoberta: engajar o sistema inteiro na articulação de pontos fortes e melhores práticas, identificando O melhor do que tem sido e aquilo que é. Fase Avaliando; 2. Sonho: clara visão voltada para resultados em relação ao potencial descoberto. O que o mundo está nos convidando a nos tornar?. Fase Visualizando Resultados; 3. Planejamento: articular um delineamento em que as pessoas se sintam capazes de participar e ampliar o núcleo positivo para concretizar o sonho. Fase Construção em Conjunto; 4. Destino: fortalecer a capacidade do sistema, possibilitando a ele empoderar, aprender e ajustar e improvisar e gerar mudanças positivas contínuas pelo alto desempenho. Fase Sustentar. No centro do ciclo está a escolha de um tópico afirmativo. Depois dele se faz o esboço de perguntas para a entrevista citada. Como regra geral, a maioria dos projetos contém entre três e cinco tópicos. Parece-me romantizar o empreendedorismo, não utilizando o estilo de linguagem técnico-científico comum nos livros de administração. Usa frequentemente palavras como ideal, sonho, esperança, mistério, aventura, descoberta, etc. Por exemplo: Ao invés da negação, crítica e diagnóstico redundantes, acontecem a descoberta, o sonho e planejamento (p. 10). E há cases em que os resultados não foram algo como aumentos de 10% dos lucros, mas aumentos exorbitantes! É difícil de acreditar, mas não vou gastar tempo e energias para apurar se são fatos ou não.
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