Investigação Apreciativa

    Diana Whitney, David L. Cooperrider

    Qualitymark
    2017
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9788573036398
    Português Brasileiro

    A Investigação Apreciativa (IA) é uma abordagem de desenvolvimento e mudança organizacional inovadora. Trata-se de uma abordagem de mudança que cria uma disciplina de pensamento sobre um passado de sucesso, transformando assim, nosso sonho em potencialidade. A obra é o guia prático mais respeitável para a IA. A partir desse método para impulsionar sistematicamente o potencial humano, muitas organizações, comunidades e indivíduos têm ampliado sua eficiência. Essa metodologia já foi aplicada com sucesso em centenas de projetos de consultoria e pesquisa na última década na África, Ásia, Europa e Américas do Norte e do Sul. O livro oferece uma visão geral básica do processo e dos princípios de AI, juntamente com histórias atuais que ilustram como empresas bem sucedidas têm aplicado o método e os benefícios que obtiveram como resultado.

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    Leandro Bonizi26/02/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Investigação Apreciativa é um “novo” (surgiu no fim da década de 80) modelo de gestão considerado “revolucionário” pelos autores. Resumindo de forma de bem elementar, é simplesmente uma mudança de abordagem e de prisma sob os quais a estratégia gerencial da corporação vai ser estabelecida: ao invés de focar nos problemas para corrigi-los, focar nos pontos positivos e tirar mais proveito deles. Quem fez qualquer faculdade com alguma disciplina de Empreendedorismo sabe do que eu estou falando, pois estudou a Matriz SWOT (uma tabela com os aspectos internos da organização: forças e fraquezas; e externos: oportunidades e ameaças) na qual é feito um diagnóstico e, baseado nele, criado o planejamento estratégico. O modelo é adaptado aos valores, crenças e desafios de negócios que os gestores e líderes enfrentam atualmente. Envolve uma cultura organizacional rica em narrativa e metáforas. Possui uma tripla fundamentação: • Pessoas; • Lucros; • Planeta. É utilizada para aprimorar a participação do funcionário, a retenção, o ânimo, a satisfação do cliente, a competitividade do preço, e atender aos interesses da sociedade. Uma das práticas é a “entrevista apreciativa” com os membros da organização e seus interessados fazendo perguntas como sobre a época que eles tiveram a experiência mais enriquecedora da empresa, que o deixou vivo, engajado, e vibrante, para dizer sem modéstia o que cada um mais valoriza em si, seu trabalho e sua organização, quais são os fatores centrais que dão vida à organização quando ela se encontra no auge, imaginar a organização em dez anos e que como ele contribui para essa organização dos sonhos. As histórias são compartilhadas por toda a organização. Também utiliza o termo “fusão de forças”, em que o sistema aumenta sua capacidade de se adaptar e se relacionar com seus stakeholders. O livro afirma que a aplicação da metodologia melhorou a relação entre a gerência e o sindicato, por exemplo. O método para a definição dos rumos estratégicos é o “Ciclo de 4-D (em inglês): 1. Descoberta: engajar o sistema inteiro na articulação de pontos fortes e melhores práticas, identificando “O melhor do que tem sido e aquilo que é”. Fase “Avaliando”; 2. Sonho: clara visão voltada para resultados em relação ao potencial descoberto. “O que o mundo está nos convidando a nos tornar?”. Fase “Visualizando Resultados”; 3. Planejamento: articular um delineamento em que as pessoas se sintam capazes de participar e ampliar o núcleo positivo para concretizar o sonho. Fase “Construção em Conjunto”; 4. Destino: fortalecer a capacidade do sistema, possibilitando a ele empoderar, aprender e ajustar e improvisar e gerar mudanças positivas contínuas pelo alto desempenho. Fase “Sustentar”. No centro do ciclo está a escolha de um “tópico afirmativo”. Depois dele se faz o esboço de perguntas para a entrevista citada. Como regra geral, a maioria dos projetos contém entre três e cinco tópicos. Parece-me romantizar o empreendedorismo, não utilizando o estilo de linguagem técnico-científico comum nos livros de administração. Usa frequentemente palavras como “ideal”, “sonho”, “esperança”, “mistério”, “aventura”, “descoberta”, etc. Por exemplo: “Ao invés da negação, crítica e diagnóstico redundantes, acontecem a descoberta, o sonho e planejamento” (p. 10). E há cases em que os resultados não foram algo como “aumentos de 10% dos lucros”, mas aumentos exorbitantes! É difícil de acreditar, mas não vou gastar tempo e energias para apurar se são fatos ou não.

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