Conto De Fadas Às Avessas (Trilogia Às Avessas #1) -

    Jariane Ribeiro

    Independente
    2017
    199 páginas
    6h 38m
    ISBN-10: B06Y3BHTLJ
    Português Brasileiro

    Karolayne sempre desejou ser uma princesa, encontrar o príncipe e viver feliz para sempre. Não, ela não é uma princesa. Não, ela não irá descobrir que é da realeza. Karolayne é babá, não tem dinheiro para nada e vive pedindo carona para a melhor amiga por sua moto estar com o tanque vazio, mas ela tem o príncipe. Henrique é doce, romântico e... acaba de trair Karolayne com sua vizinha. Henrique insiste em dizer que tudo não passou de um mal entendido, mas a garota não pode ter escorregado para o colo dele por acaso, não é? Karolayne sofre, faz drama, desiste do amor e, por mais difícil que seja, para de acreditar em contos de fadas. Mas, quando ela menos espera, um baile de máscaras surge e um garoto misterioso dança com ela, sussurra frases em seu ouvido e some depois de roubar um beijo, deixando somente um lenço para trás. Não deveria ter sido ela a deixar cair o sapatinho, ou melhor, o all star surrado que estava usando? E agora? Onde encontrar o garoto?

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    Tracinhas31/05/2017Resenhou um livro
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    por Juliana Arruda

    Conto de fadas às avessas conta a história de Karolayne, uma estudante de jornalismo que precisa trabalhar para pagar a faculdade – é por isso que ela é babá de gêmeas enquanto o estágio na área em que sonha se formar ainda não chega. Como se não bastasse ter que se certificar de cuidar de duas garotinhas, ela também acaba “ficando de olho” no irmão mais velho dessas mesmas menininhas: o Pedro. Pedro é irresponsável, mulherengo, cara de pau e insuportável. Ao que aparenta, ele nasceu pra viver provocando a Karolayne – é por isso que ele só a chama de “Kerolayne”, ou diz que o namorado dela não presta e que o amor não existe (exceto, é claro, no mundo dos livros que ela tanto lê). Embora Karolayne não ligue nenhum pouco para o que Pedro fala, algo dentro dela se incomoda por ser uma “romântica incurável”. Afinal, não é todo dia que se encontra uma garota antiquada, que preza o amor, a fidelidade e o respeito – especialmente em pleno século XXI. Então é lógico que o primeiro beijo que ela deu foi justamente com o namorado, claro que ela fica super caidinha pelas coisas fofas que ele fala, e claro que parte disso era culpa dos livros que lia desde muito pequena. Um momento de silêncio, por favor. A Karolayne cita Diário da Princesa por causa do Michael, TVD por causa do Damon, Crepúsculo por causa do Eduard Cullen… E vocês sabem que parte de mim já se identificou com ela logo de cara, não é? Bem, só tenho a agradecer a autora por criar uma personagem exatamente como eu (embora não em aparência física). Quando Karolayne descobre que está sendo traída pelo seu namorado, ela percebe que o Pedro realmente tinha razão: o amor não existe, ela só viveu de mentiras e fantasias. Fragilizada, Karolayne joga seus livros pela janela e decide nunca mais ler livros de romance novamente – além de se tornar descolada, ir pra baladas e beijar vários garotos. Ela não podia ficar chorando pelo ex, precisava se distrair, se divertir, esquecê-lo, pra que pudesse emendar o seu coração. O caso é que Karolayne não esperava que o Pedro fosse um cara que a consolasse justamente nesse momento… Bem, ele consola, mas não deixa de ser o irresponsável e mulherengo que sempre foi. Então quando uma festa de máscaras acontece na região, Karolayne conhece um rapaz misterioso que lhe tira o fôlego. Ele dança com ela, diz palavras doces e românticas, e ainda a beija antes de partir, deixando para trás apenas um lenço de lembrança. Aquilo não podia ser obra da imaginação da garota, especialmente quando ela tem o lenço na mão para comprovar que aquilo realmente aconteceu. Por isso Karolayne precisa encontrar logo o seu príncipe encantado antes que seu coração se parta outra vez. A história é linda, engraçada e muito, muito romântica. Senti em um ou dois momentos a narrativa rápida, mas isso não me impediu de apreciar cada momento os personagens e o enredo criado. Super gostei de como a autora abordou o tema de uma garota ser antiquada e que isso não é motivo de vergonha, afinal, elas prezam pelos bons costumes e sentimentos que parecem ter sidos esquecidos atualmente. Vamos aos fatos: atualmente o que mais vemos são jovens indo pra balada ficar bêbados, e beijar sem conhecer as pessoas em questão. Não repudio esse tipo de coisa, até porque cada um faz o que quer com a sua vida. O que estou tentando dizer é que NÃO É constrangedor não beijar por beijar, NÃO É constrangedor ser romântica incurável e sorrir embasbacada enquanto lê um livro super meloso e, o mais importante de tudo, NÃO É constrangedor ser quem é.

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