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    A máquina do tempo (Coleção L&PM Pocket #1235) -

    H. G. Wells

    L&PM Editores
    2017
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788525435354
    Português Brasileiro
    3.8
    8633 avaliações
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    O primeiro livro sobre viagem no tempo Você acreditaria em alguém que afirma ter viajado no tempo? Se agora as chances são pequenas, imagine para os leitores de 1895, quando H.G. Wells lançou A máquina do tempo, sua estreia no gênero que o consagraria “pai da ficção científica”. O primeiro romance a abordar o assunto da viagem pela quarta dimensão acompanha as aventuras do Viajante do Tempo para o futuro, mais precisamente oitocentos mil anos adiante. Wells envia seu bravo explorador para uma era na qual a humanidade se resume a duas raças: os pacíficos e etéreos Elóis, e os predadores e subterrâneos Morlocks. O Viajante, que não carrega mais do que uma caixa de fósforos consigo, terá que aprender a se movimentar entre esses dois mundos e decifrar um segredo macabro, correndo o risco de nunca mais conseguir voltar à Londres de sua época. Inúmeras leituras são possíveis, inclusive interpretações marxistas e darwinistas; o fato é que A máquina do tempo é não só um grande clássico de ficção científica, mas uma aventura impossível de largar.

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    Sidney Danillo de Moraes Lopes picture
    Sidney Danillo de Moraes Lopes06/03/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A MÁQUINA DO TEMPO

    Um inventor brilhante da era vitoriana constrói um dispositivo capaz de viajar no tempo, que ele utiliza para visitar a humanidade a 800 mil anos no futuro, onde encontra uma distopia. Roteiro básico, não? Um clichê, alguém poderia dizer. Porém, este livro aqui é o criador de todos os clichês que vemos hoje envolvendo viagens no tempo. É simplesmente louco pensar que este livro tinha sido lançado em 1895, há quase 130 ANOS !!!!! Herbert George Wells é um daqueles casos únicos de mentes a frente do seu tempo, que ditam regras e criam obras que, tantos anos após o seu lançamento, conseguem ainda ser relevantes. É só dar uma olhadinha no site estante virtual e ver quantas edições existem desse livro só aqui no Brasil. Como eu disse, a temática é simples: o personagem apenas conhecido como "viajante do tempo" reúne em sua casa alguns amigos para mostrar o seu grande invento e relatar como foi a sua viagem para o ano de 802 mil e alguma coisa... Acho muito interessante a escolha de Wells de começar a narrativa dando a entender que a humanidade vive uma utopia, com seres frágeis e quase andrógenos com túnicas coloridas que vivem soltos pelas florestas, cantando e dançando, alimentando-se de frutas. Tratam-se dos Elói. Não há nenhum perigo, nenhum predador, nenhuma doença... Enfim, um mundo perfeito. Com o cair da noite e o medo nos olhos das pequenas criaturas surgindo é que o viajante percebe que há algo mais naquele mundo. Sua máquina do tempo foi roubada, então ele passa a explorar este mundo novo atrás de sua invenção. Durante sua jornada acaba percebendo que há fossos espalhados, que dão acesso a todo um mundo subterrâneaneo: embaixo daquele mundo perfeito, operando máquinas, está a raça simiesca dos Morlocks (Alô, X-Men!!), extremamente sensíveis à qualquer luminosidade e que, depois de milênios vivendo no subterrâneo e com escassez de comida, passam a canibalizar os Elói. É um choque quando nosso viajante e nós leitores descobrimos isso, já que ambas as raças descendem da humanidade que nós conhecemos. E aqui está a cereja do bolo: o viajante raciocina que os Elói descendem da burguesia dominante de seu tempo, que firmaram seu direito de viver na superfície longe de qualquer perigo e tornando-se, por isso, fracos de força e raciocínio, enquanto que os Morlocks descendem da classe operária, sempre vivendo abaixo da superfície e longe da luz do sol, em minas de carvão, fábricas fechadas, dormindo em quartos subterrâneos de grandes propriedades (como a mãe de Wells, por exemplo), fazendo as engrenagens do mundo girar. Essa é uma discussão interessante e que confere ao futuro imaginado por Wells não só uma boa dose de lógica e sentido, como gera uma bela crítica à diferença de classes. Desse aspecto da obra é que vem a minha única crítica: o livro poderia muito bem ser mais longo, aprofundar mais a crítica, além do fato de um mundo de 800 mil anos no futuro ser uma grande tela em branco, onde o autor poderia pirar e viajar à vontade. Os Morlocks poderiam ter sido um pouco mais humanizados e explorados também, afinal, eles são assim devido a milênios de servidão. Porém esse livro é quase um conto de tão curto. Nesta edição há um prefácio escrito pelo próprio Wells, cerca de 30 após o lançamento, onde o próprio admite que ainda era um escritor pouco experiente na época. De qualquer forma, por mais curta que a história seja, aqui está ela, ganhando uma resenha admirada em pleno ano de 2023! Resumindo: leitura altamente recomendada ! TS: Eloy - Ocean (1977).

    216 curtidas

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