O que nos faz iguais e o que nos faz diferentes? Mais importante, o que faz de nós humanos? Explorando essas questões em um dos ambientes mais conflituosos existentes na face da terra, uma Vara de Família, nossa autora tenta ensinar duas premissas básicas: A vida não é justa e a felicidade não é um direito.
Andréa Pachá, além de autora, é juíza e é desse trabalho que ela retira as inspirações de suas crônicas. Contando aventuras e desventuras passadas dentro da sala de audiência, a escritora nos presenteia com as mais diversas e iguais situações, explorando sempre o que há de mais humano em cada um de nós.
Com uma linguagem peculiar, onde estamos sempre na visão da juíza na audiência, acompanhamos histórias de divórcios, interdições, pensões e provas de paternidade. Contudo, acima de tudo isso, acompanhamos histórias de amor, perda, felicidade, tristeza, raiva, medo e esperança. Somos presenteados com momentos comoventes, engraçados e até mesmo inacreditáveis que embalam essa leitura gostosa e reflexiva.
Uma parte que precisa ser ressaltada nessa obra é a forma humana como a autora aborda os problemas e as situações das partes. Com uma visão que, infelizmente, está cada vez mais em falta em nosso judiciário, ela busca sempre a maior proximidade entre o processo e a realidade, sempre lembrando que qualquer sentença, além de justa, deve ser realmente aplicável.
A felicidade não é um direito mas a busca inconstante por ela é o que move a vida humana. Somos o que somos e nos mostramos principalmente nos momentos de maior fragilidade. Aqui vocês se verão e verão seus preconceitos refletidos nessa dura e necessária aula de humanidade.