Até Que Tenhamos Rostos - A Releitura de Um Mito

    C. S. Lewis

    Ultimato
    2017
    254 páginas
    8h 28m
    ISBN-13: 9788577791668
    Português Brasileiro

    Até que Tenhamos Rostos apresenta com clareza e criatividade que o autor descreve em outras de suas obras, como a realidade divina, mágica, aterrorizante e arrebatadora em que todos nós vivemos. C. S. Lewis aprofunda para os adultos o senso de admiração e verdade que delicia crianças em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Príncipe Caspian e outras histórias das Crônicas de Nárnia. – THE NEW YORK TIMES Apontada por muitos como a obra definitiva e mais madura de C. S. Lewis, Até que Tenhamos Rostos apresenta de maneira brilhante e criativa o mito de Cupido e Psique. Um romance sobre a luta entre o amor sagrado e o amor profano, em uma análise fascinante da inveja, traição, perda, ciúme, conversão e outros dilemas do coração humano. Ao mesmo tempo mais humano e também mais mítico do que a “Trilogia Cósmica”, Até que Tenhamos Rostos oferece ao leitor uma história rica, com personagens que “conhecemos” diante de escolhas e dificuldades que também “reconhecemos”. A última obra de ficção de C. S. Lewis lembra-nos também da nossa fragilidade e da presença de um poder superior sobre as nossas vidas.

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    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira14/01/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha de "Até que tenhamos rostos"

    Após uma vida melancólica e repleta de traumas, Orual, a princesa das pequenas terras de Glome, decide escrever a história de sua vida em um livro para acusar os deuses e provar a injustiça deles contra ela. No entanto, depois de narrar os acontecimentos, a princesa passa a refletir sobre as suas próprias atitudes e crenças. Escrito por C.S Lewis, famoso autor de Nárnia, “Até que tenhamos rostos” é uma releitura do conto de [*****]pido e Psique, do século II D.C. Sobre o livro, narrado em primeira pessoa, tem-se um desenvolvimento muito bem cadenciado, o qual não se apressa com os acontecimentos e explora, minunciosamente, como Orual, a protagonista, tem, conforme o tempo, seus sentimentos cada vez mais corrompidos pela amargura. Nesse contexto, há aqui uma construção ímpar da personalidade de uma personagem que, durante toda a vida, sofreu com inseguranças e abusos psicológicos, os quais afetaram a forma de amar da própria. Assim, apesar de o livro conter uma ótima ambientação, amplamente requintada pela capacidade imaginativa de Lewis, o grande destaque da obra acaba por encontrar-se quase que inteiramente nessa construção do caráter de Orual e em como ela responde a cada trauma. Em outro momento, deve ser ressaltada a alta carga simbólica em toda a história. Tal elemento é facilmente identificado desde as primeiras páginas, as quais, ao modo lewisiano de ser, conseguem misturar quase que perfeitamente a alegoria com o romance, enquanto exploram toda uma gama de interpretações possíveis para o leitor. Tudo exposto, talvez o único ponto negativo da obra seja o fato de, justamente pela falta de pressa durante toda a narrativa, alguns momentos acabam por parecer um tanto quanto prolixos e demorados, mas nada que tire todo o impacto e a imersão geral da história. “Até que tenhamos rostos” é um livro profundo, carregado de simbolismos e sentimentos, o qual encanta e imerge o leitor desde as primeiras páginas. Vale a pena a leitura. Nota: 8,65 Instagram: @aprendilendo_

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