Racismo em Português - O lado esquecido do colonialismo

    Joana Gorjão Henriques

    Tinta da China
    2017
    231 páginas
    7h 42m
    ISBN-13: 9788565500326
    Português Brasileiro

    Racismo Em Português - O Lado Esquecido do Colonialismo. Os Portugueses Terão Sido Mais Brandos E Menos Racistas Do Que As Outras Potências Coloniais? Porque não aprendemos na escola que existiu em Angola e em Moçambique um apartheid alimentado por Portugal, a potência que não hesitou em promover o trabalho escravo até 1974? Vamos perpetuar a narrativa de um colonizador que não discriminava porque se miscigenou com as populações locais, quando sabemos que as obrigava a despir-se da sua identidade africana, a mudar de nome, a alisar o cabelo ou a obliterar a sua língua? Até quando iremos contribuir para uma mentalidade acrítica sobre um dos fenómenos mais violentos da nossa história? Finalmente: o que revela esta perspectiva de brandura de olhar sobre nós próprios, portugueses? A partir de inúmeras entrevistas feitas em Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Joana Gorjão Henriques desconstrói o tema tabu do racismo no colonialismo português.

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    Jeanne26/10/2018Resenhou um livro
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    Sobre a colonização em países africanos e as chagas que a sociedade ainda tem. Críticas a Gilberto Freyre, já que não existe colonização amena, não existe cordialidade quando uma raça é privilegiada em detrimento de outra. O assunto é tratado através de uma série de entrevista com pessoas de Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde. Uma das coisas que mais me deixou boquiaberta foi ler que a educação desses países é pautada em referenciais portugueses, como a língua, paisagem, e tudo que há em Portugal, negando a identidade e a cultura desses povos. "Fomos nós brancos , que criamos o rascismo como ideologia no século XIX, defendendo a falsa ideia de que existem diferenças biológicas entre raças e de que há uma hierarquia racial, com os brancos no topo, para justificar a escravatura e o colonialismo. Fomos nós, brancos, que transformamos em realidade vivida por milhões e milhões de seres humanos ao longo da História. A raça não existe biologicamente, é uma fantasma. Mas existe como construção social, fortíssima." [10] "Não consigo encontrar um continente que tenha sofrido tanta repressão como o continente africano. Alguém que vem e ocupa, pisa, mata, desfaz: porquê? Há um trabalho muito grande a fazer. Não foi apenas em Moçambique, foi na África toda. Quantos milhões de pessoas morreram nesta saga do colonialismo, porquê e para quê?" [209]

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