Os Trapalhões Ano I - Nº 1 - Bloquinho TV Apresenta - 2 Histórias Completas!

    Mario Lima,J. B. Tanko,

    Bloch
    1976
    68 páginas
    2h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Primeira HQ dos Trapalhões publicada pela Bloch.

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    R .20/09/2018Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Eita! Mas é tosca essa edição! E também histórica como a primeira revista em quadrinho dos Trapalhões, de outubro de 1976. Tinha certeza que esse ano era representativo na cronologia dos malucos, lembrando de velhas reportagens. Uma olhadela na net confirmou a entrada do Zacarias nesse ano. Portanto, acredito que a edição embarca no projeto de popularização do quarteto, que estreou na Globo no ano seguinte e até os anos 80 estrelou alguns dos filmes de maior bilheteria no país. Via os programas aos domingos, fui muitas vezes no cinema assistir essa turma na infância (os melhores filmes são os mais antigos e meu preferido é o dos Saltimbancos) e era leitor voraz das revistas em quadrinhos. Essa primeira edição tem estilo que não conhecia. Os desenhos mostram uma caracterização mais realista, apesar da colorização super tosca, e as histórias não parecem direcionadas ao público infantil, isto é, analisando-se com uma percepção da atualidade. Tem muita coisa politicamente incorreta e impactante para a garotada. Em uma história ajudam certa mulher a encontrar a filha que tivera com um gângster e na outra vemos uma aventura surreal inspirada no Rei Artur. Tem também outra no estilo fotonovela de um de seus filmes (Ô tosqueira, rapaz!). Não curti nenhuma, mas li com curiosidade motivado por um pouco de nostalgia. As HQs que conheci tinham outra caracterização. Entre o final dos anos 70 e início dos 80 circulavam com estética de caricatura de adultos (a melhor fase, cheia de maluquices) e na metade dos anos 80 os desenhos eram de crianças com arte mais elaborada e histórias politicamente corretas. Daí em diante não acompanhei mais. Voltando a essa fase, os desenhos nessa arte não duraram muito, com os trapas de costeletas, o Didi a cara do Marcelo Barreto (Sportv) e o Mussum se escrevendo Muçum. Li só por nostalgia e curiosidade, porque é uma bagaça ruim mesmo. KKKKK!

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