Com um traço maravilhoso, muito detalhado e realístico, cada página é uma pequena obra de arte. Neste volume três, começamos com uma estória que parece estar totalmente desvinculada da trama central de Inuyashiki, até sermos levados de volta a ela.
Com fatos bastante realistas e fortes, vc se depara com situações difíceis de encarar, e as coisas não saem como provavelmente costumam sair. O mais interessante e inusitado, ao meu ver, é termos também um protagonista que é um homem idoso. Não um super-idoso, mas um homem comum, como qualquer senhorzinho que pudéssemos encontrar ou ser, talvez até com mais problemas e defeitos que o esperado. Então a trama se desenrola de maneira completamente não-mágica. Ninguém vira um super-herói do nada, existem uma série de percalços com os quais se precisa lidar.
Aí vc pensa, o que alguém comum faria, se realmente ganhasse super-poderes ou algum tipo de simbiose alienígena robótica? Se fosse em um filme da Marvel ou da DC, certamente usaria uma capa e sairia voando para salvar o mundo. Mas e se fosse vc, na sua casa, com seu cotidiano e rotina, com sua personalidade? Inuyashiki explora bastante isso, através de dois protagonistas opostos, e esse volume três (que se concentrou no protagonista idoso), mostra isso muito bem.