Les Intellectuels au Moyen Âge -

    Jacques Le goff

    Points
    2014
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 2757839950

    Cet ouvrage, riche d'une très belle iconographie, retrace la généalogie d'une figure sociale originale, que le grand médiéviste décide de nommer au risque de l'anachronisme : "intellectuel". Sur fond de révolution urbaine, se détache à partir du XIIe siècle un clerc inédit, à la fois penseur et enseignant, qui se fait "vendeur de mots". Le grand mouvement des traductions, qui fait remonter en Occident,par l'intermédiaire des Arabes, toute une série de textes antiques méconnus jusqu'alors, et l'essor des universités, ces "cathédrales du savoir", stimulent la pensée occidentale. Le XIIIe siècle devient le siècle de la maturité scolastique, avant que le type de l'universitaire médiéval ne décline au profit de l'intellectuel humaniste qui s'affirme contre lui durant les deux derniers siècles du Moyen Âge. Ce livre passionnant nous plonge ainsi au cœur de la pensée médiévale, dans une galerie de portraits finement analysés où l'on croise tour à tour Abélard, saint Bernard, saint Thomas, Ockham et tant d'autres. --Hervé Mazurel --Ce texte fait référence à une édition épuisée ou non disponible de ce titre.

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    Filino Carvalho Neto27/05/2018Resenhou um livro
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    Ótimo relato sobre a figura do intelectual e o surgimento das universidades

    A obra traça, a partir do século XII, o surgimento da figura do intelectual e, pouco depois, das universidades. O grande nome que simboliza aquela figura, de acordo com Le Goff, é Pedro Abelardo. E para caracterizar o processo que desembocou no surgimento do intelectual, o autor procede de modo bastante didático, demonstrando as peculiaridades daquele momento histórico - a importância crescente das cidades e de novos grupos (como os goliardos), novas posturas em relação à natureza (como o papel da escola de Chartres), bem como a comparação entre o intelectual e o trabalhador (cada um com seu métier e suas ferramentas). O surgimento das universidades é enfocado logo depois. As relações com o poder papal, a estrutura desses novos centros de saber, bem como sua rotina, igualmente são relatados de modo bastante didático e também vívido. Também é tratada a relação entre teoria e prática. Num terceiro momento (consubstanciado no terceiro capítulo), Le Goff trata do declínio da Idade Média e da Escolástica (e contra esta última, merecem destaque figuras como Nicolau de Cusa, Eckart e Ockham). A essa altura, ensaia-se o surgimento do "humanismo". É interessante destacar que o humanista se afasta daquela imagem do intelectual citadino, às voltas com aulas e alunos. O autor o caracteriza, em lugar disso, como um indivíduo de bastantes posses, que se recolhe ao campo, e cujo cultivo do saber passa a apresentar uma característica mais aristocrática. Trata-se de uma obra de enorme importância para historiadores e filósofos. Le Goff é leitura indispensável para ambos - e para todos os interessados no universo medieval.

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