Margarida Schivazappa - A Primeira Dama do Teatro Paraense

    Antonio Pantoja

    Giostri
    2015
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788581085043
    Português Brasileiro

    Uma das mais importantes figuras do cenário cultural do Estado do Pará e da Região Norte do Brasil no século 20, Margarida Schivazappa tem aqui o registro de sua trajetória dedicada à música e ao teatro em pesquisa que resgata o percurso da iniciativa mais marcante em que a professora tomou parte: o Teatro do Estudante do Pará, que proporcionou ao público de Belém espetáculos esmerados, de autores locais e também de outras partes do país e do mundo, além de talentos das artes cênicas como Lúcio Mauro.

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    Amapá e Amazônia07/12/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A obra biográfica de minha autoria MARGARIDA SCHIVAZAPPA – A Primeira Dama do Teatro Paraense foi lançada em outubro/2015. Desperta muita curiosidade. E foi precisamente essa curiosidade que me levou a debruçar na pesquisa que resultou do livro. Todos que frequentam o teatro Margarida Schivazappa ficam se perguntado: Quem foi essa dama que batiza esse importante teatro? Qual a importância de seu trabalho para fazê-la merecer essa honraria. Ter seu nome cunha no segundo mais importante templo da arte e da cultura em nosso Estado do Pará, leva qualquer um a pensar na grandiosidade da contribuição de uma pessoa para ter seu nome na facha daquela casa. Mas a tristeza assalta a todos quando buscam e não encontram informações a respeito da dama homenageada pelo teatro. Como se explica a falta de interesse os órgãos de cultura de nosso Estado em apoiar a iniciativa de mostrar a todos a importância de nossa notável Mestra, professora Margarida Schivazappa. Mas afinal quem foi essa dama? Margarida Schivazappa foi professora de Canto Orfeônico, exercendo suas atividades na rede municipal de ensino de Belém. Trabalhou também nos colégios Gentil Bittencourt, Suiço Brasileiro, Moderno, Colégio Salesiano do Carmo, da Escola Industrial de Belém. Foi fundadora do Teatro do Estudante do Pará. Folclorista. Educadora Especial, nesse campo sua maior contribuição foi ter sido uma das fundadoras da Fundação Pestalozzi do Pará. Como professora de Canto Orfeônico, hoje Canto Coral, sempre considerou o canto como um dos mais importantes instrumentos de aproximação das pessoas. Em um trabalho apresentado no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, no Rio de Janeiro disse: “Unir a força exuberante da pororoca do extremo norte à persistência tenaz do minuano no extremo sul...”. Nas artes cênicas, com seu Teatro do Estudante do Pará, elevou o nome de nosso Estado ganhando vários prêmios em Encontros Nacionais de Teatros amadores. Infelizmente os arquivos e bibliotecas públicas não possuem informações a respeito do legado de nossa notável Mestra, professora Margarida Schivazappa. E o mais triste é saber que tanto a Secretaria de Cultura do Estado quanto a Fundação Cultural do Pará pouco interesse demonstrou em incentivar a divulgação desse trabalho que mostra um pouco quem foi Margarida Schivazappa. Para muitos uma desconhecida. Para alguns uma estrangeira (por causa do nome) que buscou refugio em Belém fugindo da guerra na Europa. Porém, Margarida Schivazappa, nascida em 10 de novembro de 1895, na Rua Nova de Santana, hoje conhecida como Rua Senador Manoel Barata, no bairro Campina, em Belém – Pará. Margarida Schivazappa é, portanto, uma de nossas mais autênticas Papa chibé. Um Viva para ela! Palmas para ela, também! E uma sonora vaia para os homens (e mulheres) responsáveis pela cultura em nosso Estado do Pará. ANTONIO PANTOJA (Autor)

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