Oliveira Viana escreveu O ocaso do Império em 1925, quando a capital da República estava mergulhada em grande controvérsia decorrente da celebração do centenário de nascimento de Dom Pedro II, que jogava monarquistas e republicanos desiludidos contra os velhos republicanos. Enfrentou o desafio de escrever a primeira análise não partidária da queda do Império, socorrendo-se do mesmo enfoque sociológico usado nas obras anteriores, como Populações meridionais do Brasil. O que distingue O ocaso do Império dessas obras é apenas a concentração da análise na dimensão política e ideológica. Oliveira Viana buscou a explicação da queda do antigo regime em alterações na legitimidade política, nos efeitos políticos da abolição, na expansão do ideal republicano e nas características psicológicas e organizacionais dos militares. No primeiro caso, foi buscar as origens da queda na crise de 1868, quando Pedro II, fazendo uso das atribuições do Poder Moderador, substituiu o gabinete progressista de Zacarias de Góes e Vasconcelos pelo do conservador Visconde de Itaboraí. A fragilidade institucional do sistema, diz Oliveira Viana, inspirando-se em Joaquim Nabuco, derivava da existência de um parlamentarismo sem opinião pública. Os últimos anos da monarquia foram marcados por um desencanto dos partidos com as instituições monárquico-representativas e pela descrença na viabilidade de um terceiro reinado.
O Ocaso do Império - 1889 - 1989
Oliveira Vianna
Massangana
1990
169 páginas
5h 38m
ISBN-10: 8570191995
Português Brasileiro
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