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    Melhores poemas: Cora Coralina -

    Cora Coralina

    Global Editora
    2018
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-13: 9788526023758
    Português Brasileiro
    4.1
    112 avaliações
    Leram177Lendo24Querem130Relendo1Abandonos6Resenhas14
    Favoritos7Desejados130Avaliaram112

    "Não depende dela nem de nós:Cora dos Goiases esplende agora,não na solidão do seu 'aquém - Paranaíba'.Isto jáq não lhe basta.Ela resplandece no universo dilatado da Poesia brasileira,e já força passagem.Não se pode mais dizer:este é o seu lugar" Darcy França Denófrio

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    Resenhas (14)Ver mais
    Karina Barros picture
    Karina Barros06/04/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    "Meus versos tem relance de enxada, gume e foice..."

    Não nego que meu primeiro contato com os versos de Cora Coralina é pouco animador. Como uma poeta nostálgica e religiosa não consigo possuir vínculo com seus escritos. Adepta há uma poesia sobre memórias da sua infância, do seu estado de nascimento, Goiás e uma religiosidade desnecessária, Cora, se debruça sobre esses temas delimitando o alcance de seus versos. Cora Coralina não é uma poeta filosófica, apenar de possuir algumas poesias bem profundas, mas não é o foco da autora, infelizmente, já que é esse o estilo de poesia que procuro. A coletânea de melhores poemas tem uma edição competente, mas bem cansativa de ler em alguns momentos. Poemas longos, típico da escritora, são bem enfadonhos de acompanhar. Outros são interessantes pois que lembram uma narrativa poética e nos leva ao interior de Góes do século passado. Cora é uma poeta há ser lida, porém com ressalvas, sua poesia é bem regional e sua declamação ao religioso é constante em seus versos. Há no entanto, alguns poemas que devem ser lidos e relidos que mostram realmente porque Cora Coralina é uma das maiores representantes da poesia brasileira.

    9 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 112
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas profile picture

    Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

    Chamava-se, de batismo, Ana Lins do Guimarães Peixoto. A reconhecida poetisa nasceu no Estado de Goiás em 20 de agosto de 1889 e morreu em 10 de abril de 1985. Mas, o reconhecimento não veio fácil ou logo. Dizem que chamar Cora Coralina de poetisa é restringir seu talento. Era também contista, cronista de mão cheia e até mesmo jornalista, pois é sabido que tinha imensa habilidade de observar os acontecimentos cotidianos, retratando-os com fidelidade. O dom da escrita a acompanhava desde cedo. Tanto que aos 15 anos de idade, tornou-se Cora, uma maneira de esconder sua verdadeira identidade, pois naquela época “moça direita” não perdia tempo com escritos. Coralina surgiu depois e o significado não poderia ser mais poético: Cora Coralina quer dizer coração vermelho. Da casa dos pais, Ana Lins partiu para São Paulo. Ela e Cantídio Tolentino Brêtas apaixonaram-se e fugiram para Jaboticabal (SP). Teve seis filhos. Lá levou a vida que a maioria dos brasileiros leva, renunciou vontades e sonhos para prover o sustento da família. A escritora saiu de cena, foi impedida de crescer, enquanto a trabalhadora, mãe e esposa assumia os compromissos da vida. Foi costureira, vendedora de livros, comerciante. Mas ainda assim, nunca deixou de escrever e de se empenhar em ajudar, principalmente às mulheres. Ana sugeriu a criação de um partido feminino e escreveu até mesmo um manifesto de agremiação. Depois de viúva, já não havia quem lhe impedisse de se expressar por meio das palavras (dizem que seu marido a impedira de participar da Semana de Arte Moderna de 1922). Aos 70 anos aprendeu a datilografar e, entre retalhos de textos, produziu seu primeiro livro - Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais – aos 75 anos. Em 1976 lançou Meu Livro de Cordel e em 1980, recebeu uma carta de Carlos Drummond de Andrade, repleta de elogios sobre seu trabalho. Foi após a divulgação dessa carta que Cora Coralina tornou-se conhecida no país todo. Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cora_Coralina http://www.senado.gov.br/sf/senado/portaldoservidor/jornal/jornal97/senado_arquivo.aspx

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    Goiás, Brasil

    Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas