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    Furriel não é nome de pai - Os filhos que os militares portugueses deixaram na Guerra Colonial

    Catarina Gomes

    Tinta‑da‑china
    2018
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9789896714369
    Português
    4.7
    3 avaliações
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    AS CRIANÇAS QUE FICARAM EM ÁFRICA: UMA HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL. Chamavam «resto de tuga» a Fernando e ele não percebia porquê, até ao dia em que descobriu que era filho de um português que combatera na Guiné. Procurou o pai pelo nome que achava que ele tinha, o único nome que a sua mãe decorou: furriel. Uma patente militar é pouco, mas Fernando não desiste. A história de Fernando repete‑se com outros nomes: o de Óscar, sovado todos os dias pelo padrasto, por ter nascido com a pele mais clara; o dos gémeos Celestina e Celestino, que guardam, aos 40 anos, a fotografia desbotada de um jovem militar que não quer conhecê‑los. Não se sabe o número de casos, porque estas contas nunca se fizeram. Catarina Gomes partiu para África levando na mala um dos maiores tabus entre os militares portugueses: os filhos da guerra, crianças que ficaram para trás (em Angola, Moçambique e na Guiné‑Bissau) quando terminou o conflito e que há anos buscam uma identidade perdida, sem que o próprio Estado português reconheça a dimensão desta realidade. Esta é a primeira vez que se conta a sua história.

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    Juliana21/07/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Assunto tabu mas de extrema importância

    Esse livro me fez pensar num assunto que a sociedade portuguesa tenta evitar. Filhos que nasceram em condições precárias e que agora, em adultos, procuram pelos pais portugueses que abandonaram-nos, esqueceram-nos e menosprezaram-nos. Não consigo imaginar o estrago emocional que a ausência de um pai pode fazer na vida de uma pessoa. As histórias deste livro, verídicas, convidam-nos a ser definitivamente mais empáticos com os outros.

    4 curtidas

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    4.7 / 3
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    Catarina Almeida Gomes  profile picture

    Catarina Almeida Gomes

    Catarina Gomes nasceu em Lisboa, em 1975. É autora de dois livros sobre a Guerra Colonial. Em Furriel não é Nome de Pai (Tinta-da-china, 2018) quebrou um tabu, contando a história dos filhos que os militares tiveram com mulheres africanas e que deixaram para trás. Em Pai, Tiveste Medo? (Matéria-Prima, 2014) aborda a forma como a experiência do conflito chegou à geração dos portugueses filhos de ex-combatentes. As duas obras foram incluídas no Plano Nacional de Leitura. Foi co-argumentista do documentário (RTP2) Natália, a Diva Tragicómica, baseado num artigo que escreveu sobre uma mulher que viveu sob a ilusão de que era uma diva da ópera. Jornalista do Público durante quase 20 anos, as suas reportagens receberam alguns dos prémios mais importantes da área, como o Prémio Gazeta (multimédia). Foi duas vezes finalista do Prémio de Jornalismo Gabriel García Márquez e recebeu o Prémio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha. Os seus trabalhos de jornalismo narrativo mais significativos encontram-se no site Vidas Particulares.

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    Catarina Almeida Gomes