Guia de Política: Para Entender a Direita e a Esquerda - (Manual do Patriota Livro 1)

    Henrique Guilherme

    Ebook Kindle
    2018
    387 páginas
    12h 54m
    ISBN-10: B075CCD214
    Português Brasileiro

    O Guia de Política para Entender a Direita e a Esquerda é o primeiro livro da série Manual do Patriota. Neste primeiro livro, são explicados os conceitos mais importantes para entender a política e a sociedade. Com este guia, você irá aprender tudo que é necessário para um debate profundo e maduro sobre política e sobre os dois lados do espectro político: a direita e a esquerda. Ao terminar de ler este livro, você terá respostas para perguntas como: 1) O que é a direita? 2) O que é a esquerda? 3) Quais são os valores e princípios da direita e da esquerda? 4) Quais são as agendas da direita e da esquerda? 5) Qual a relação da direita com o capitalismo e com o livre mercado? 6) Qual a relação da esquerda com o socialismo e o comunismo? 7) Quais são os tipos de guerra que existem? 8) O que é a guerra subversiva? Faça uma boa leitura.

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    Alessandro maia29/09/2025Resenhou um livro

    Resenha descritiva do livro: Guia de Política para entender a Direita e a Equerda. O manual do patriota.

    Título: Resenha descritiva do livro: Guia de Política para entender a Direita e a Esquerda. O manual do patriota. Autor: Henrique Guilherme (jornalista). Referência: Ano: 2017 RESENHA DESCRITIVA Alessandro Maia Delfino Graduado em História pela Universidade Veiga de Almeida, Cabo Frio - RJ. 2012 O Manual do Patriota: Guia de Política para entender a Direita e a Esquerda. O livro do jornalista Henrique Guilherme, expõe as ideias de Esquerda e de Direita, na atualidade, por meio da análise dos discursos de ambas ideologias. Entende-se que o contexto do momento de escrita do livro ocorre a partir do momento que se desenvolve no Brasil a polarização entre as ideias de Direita e Esquerda que cada vez mais acaloram os debates políticos. O livro, Manual do Patriota, é de autoria de Henrique Guilherme e possui 364 páginas. O ano de lançamento é 2017. A presente resenha será identificada como um guia para entender o pensamento da Direita e da Esquerda de um modo bem sucinto. Pensei em fazer tal resenha dessa maneira, pois o autor sugere isso no livro: entender ambas as visões de mundo, uma vez que o nosso país atualmente encontra-se bem polarizado em termos políticos. Assim, o foco principal do livro é desvendar as diferenças entre Esquerda e Direita expondo suas principais ideias. A meu ver, o tema não é inédito, pois diversos livros descrevem essa ideia. As ideias deste livro, inicialmente, estão contribuindo bastante para o aprendizado do público em geral sobre o tema, pois o autor escreve de modo simples e, desde já, expõe o básico sobre Direita e Esquerda. O desenvolvimento da resenha se baseará na natureza do trabalho que o autor propõe: um livro temático cuja narrativa tem o objetivo de descrever duas visões diferentes do mundo. A hipótese central do livro é expôr as diferentes ideias, mas desde já, percebe-se que a real intenção do autor é polarizar o leitor e o persuadir a ver a mentalidade de direita como a correta, a ponto de difamar a mentalidade de esquerda. Dessa maneira, de forma bem simples, a presente resenha descreverá como o autor trabalha cada tema ao analisar os “dois lados da moeda”, não esquecendo que seu foco é exaltar a mentalidade de Direita. Eis então, a contribuição do Primeiro Capítulo: “o básico sobre Direita e Esquerda”. A ideia primária e básica que o autor entende ser a correta é a de Direita: o respeito à vida, à liberdade e à propriedade. Parafraseando o autor, este descreve que o foco da Direita é a busca dos direitos fundamentais do cidadão de modo realista. Já a Esquerda busca o poder de modo a impôr uma igualdade social de forma utópica, focando na superioridade do coletivo sobre o indivíduo. Quanto ao aspecto da cultura Judaico-Cristã e o Capitalismo, a Direita na visão do autor, tem apego pela vida, liberdade e propriedade; fatores esses alinhados à lógica religiosa judaica e capitalista que para ele formaram a base do mundo ocidental. Ademais, o livre arbítrio e a responsabilidade individual são mencionados como importantes nesta diretriz. Capital gera capital porque as pessoas possuem propriedades que buscam viver da maneira que bem desejam, que bem entendem ao aplicar seus recursos. Entretanto, ao se analisar a Esquerda, o Socialismo e o Comunismo, o autor descreve esses termos em uma única ideia de que a perspectiva política da mentalidade de esquerda é o Estado adquirindo autoridade moral e capacidade para construir uma sociedade perfeita na terra. Esse tipo perfeito de sociedade é a igualdade. O autor chega a diferenciar as 2 definições, dizendo que o comunismo seria uma distopia em que todos são economicamente iguais e não há classes nem governo. As instituições são criadas pela sociedade para governar as pessoas. O socialismo seria basicamente o processo para se chegar ao alcance do comunismo. Assim, o comunismo seria reta final do socialismo. Para o autor, a ideia central de um Estado socialista é o poder nas mãos do Estado, a anulação do direito de propriedade e a regulamentação excessiva da atividade econômica. O fim maior do socialismo é, então, criar uma população que precisa da ajuda do Estado para sobreviver. Dessa maneira, existe uma aversão brusca entre as duas mentalidades, pois a Direita, para o autor, está mais alinhada ao sistema capitalista que busca a manutenção da liberdade e do livre mercado que sempre vão gerar mais riquezas à sociedade. A lógica seria criar valor e não distribuir ele. Após o desenvolvimento de como o autor descreveu o básico sobre a mentalidade de Esquerda e Direita, devemos nos concentrar no Segundo Capítulo: “Conceitos Fundamentais para a Política”. Os valores, moralidade e ideologias serão descritos pelo autor que entende que os Valores são premissas na vida das pessoas que não estão sujeitas a trocas ou negociações. Assim, cada um possui seu rol de valores que constrói seu código moral e esse (moralidade) seria um conjunto de valores que a pessoa usa para interagir com o mundo. Nesse sentido, a moralidade passa ser intermediada pela Ideologia que seria um conjunto de princípios racionalizados a partir de um núcleo de premissas principais, nas palavras do autor. Ela, na verdade: “...serve como filtro que racionaliza e orienta o código moral de um grupo ou de alguém em uma direção específica.” Ainda nesse capítulo, teremos o desenvolvimento e explicação daquilo que o autor considera como o Indivíduo e, em seguida, destaca-se sobre o papel do Governo e a Política em uma determinada região. Assim, Política é vista como um conjunto de regras que existem para o governo de um determinado local. Já o Governo seria a aplicação do que é decidido a partir da política. Para o autor, então, ambos são ditados pela cultura moral das sociedades, ou seja, se a sociedade entende a pena de morte como viável, assim o governo vai encontrar formas de fazer isso. Na verdade, o padrão moral de uma sociedade respalda a forma de fazer política. Dentro dessa visão, o autor busca definir as visões de Esquerda e Direita, pois para ele, governos de esquerda tendem a dispor de força para se manter no poder, pois eles perdem legitimidade moral com suas políticas. Já governos de Direita tendem a deixar as pessoas livres para dispor de suas capacidades. Exemplo disso é a questão divergente do Armamento ou Desarmamento da população. Quanto às Formas de Governo, o autor busca descrever conceitos como: a Anarquia, definida por ele como a inexistência de qualquer tipo de governo. Tirania: transição de um governo que sai da anarquia, o soberano ou um pequeno grupo diz o que é certo ou errado. Monarquia: as tiranias que se transformam em monarquias. O autor descreve , também, a Democracia que seria um sistema de governo em que tudo é decidido com base no voto. Por fim, a República, governo em que existe um espaço para impôr regras que limitam e contrariam os poderes da maioria sobre o povo. Na democracia, não. Assim, a República seria uma forma de governo representativo em que nem todas as decisões são tomadas pelos cidadãos diretamente. Assim, uma boa república, na visão do autor, é a melhor forma de governo na mentalidade da Direita, pois com essa forma de governo, constantemente, ocorre limites à atuação do Estado. Ao se discutir no capítulo 3 sobre a Moralidade e os Valores da Direita, Novamente, o autor enfatiza os 3 valores principais: Vida, Liberdade e Propriedade. A vida é papel de destaque para a direita que valoriza a família nuclear sem inovações que alterem o sentido judáico-cristão desse conceito. Já a esquerda, entende a vida como uma variável política que pode ser eliminada, caso impeça a formação de uma sociedade perfeita. Sobre a liberdade, o autor entende que essa não permite que alguém prejudique o próximo sem sua autorização consciente. Sobre a Propriedade, o discurso da Direita entende que a propriedade não deve ser coletivizada, como descreve a esquerda. Ademais, o autor entende que a Direita realiza a proteção dos Direitos Fundamentais de modo mais incisivo, pois esses direitos sempre foram visados como fatores inegociáveis e associados à cultura judáico-cristã. Já no capítulo 4, o autor também descreve sobre a Moralidade e os Valores da Esquerda. Eis a ideia principal que ele descreve sobre isso sendo o foco no coletivo e na igualdade. Entretanto, essa meta possui um caminho cheio de fases: organização da base ideológica, centralizar a liderança do movimento, iniciar o processo de revolução e finalmente “dar o golpe”. Assim, a esquerda e seu valor tem como objetivo moral alcançar uma sociedade perfeita, ideia, na visão do autor, improcedente, pois sempre terá como mentalidade norteadora: a extinção da propriedade, o fim da religião, fim da família nuclear, etc. Sobre o Poder, para o autor, a Esquerda sempre buscará a luta de classes de modo que todas as minorias fiquem contra as “maiorias”. Como exemplo entendo que podemos citar, o manifesto dos negros, homosessuais, etc. Eis a estratégia do “dividir para conquistar”. A ideia é deixar a população à mercê do poder estatal, pois as minorias estarão sempre vinculadas ao governo. Ainda nesse ínterim de discussão dos valores da Esquerda, o autor entende que essa ideologia tem o Socialismo como religião, pois a razão de ser desse ideal é a implantação da sociedade sem classes, de uma sociedade sem propriedade, sem moralidade, sem religião. No capítulo 5, chegamos agora no momento de entender como o autor descreve a Construção do Espectro Político, pois cada lado leva em conta os valores e a agenda de cada ideologia: Direita e Esquerda. Assim, para facilitar esse entendimento, o autor expôs dois quadros na pg. 176 do livro, resumindo algumas das expressões mais comuns de ambos os pensamentos. No viés de Direita, temos a defesa da família nuclear, do conservadorismo, armamento da população, homeschooling, etc. No viés de Esquerda, ideias contrárias ou até mesmo propostas bem específicas, como o nacionalismo. Dentro desse espectro de posições antagônicas, o autor classifica padrões comuns de mentalidade e comportamento desse espectro político. Assim, para, temos os Conservadores rejeitando o fortalecimento do Estado. Os Libertários defendendo o ideal libertário. Os Progressistas em busca de uma sociedade igualitária e, por fim, os Globalistas, como parte da esquerda que coloca a construção de uma forte estrutura de controle em primeiro lugar. Como a Esquerda corrompe a humanidade é outro tema trabalhado pelo autor, assim como a ideia de “como o absurdo contamina a sociedade”. Tema esse enfatizado no capítulo 6. Tal argumento para o autor se enquadra em um absurdo divulgado pela esquerda como o “politicamente correto”, ideia vista como inofensiva. Quem não concorda com esse discurso passa a ser chamado de Fascista. Assim, a Esquerda, na visão do autor, possui métodos para divulgar e persuadir as pessoas. O principal deles é a Engenharia Social por meio da infiltração gradual em academias, escolas e mídias jornalísticas. Outro fator importante nesse cenário é também o enfraquecimento econômico e social do povo de modo que todos passem a depender unicamente do Estado. Assim, o dito “absurdo da esquerda” chega ao poder e muda a vida das pessoas que percebem que é possível conviver com essas ideias também absurdas na visão do autor. O autor, no capítulo 7, descreve sobre os tipos de Guerra e a Guerra Subversiva. Ele vai especificar, dentro desse contexto, de divulgação de ideias ditas absurdas, os tipos de guerra e a principal delas é a guerra subversiva que possui como objetivo manipular as vítimas. É uma espécie de lavagem cerebral que ocasiona na pessoa subvertida alguns sentimentos: sentimento antiamericano, desinformação, doutrinação em meios de comunicação e nas academias, etc. O autor afirma que o inimigo nessa guerra são todos aqueles considerados subversivos que lutam principalmente contra os valores da Direita e do Cristianismo. Ademais, o autor enfatiza uma espécie de “subversão da direita” que nada mais é que moralizar o que foi subvertido, ou seja, reverter o arsenal de discursos da esquerda e isso deve começar por parte do militante de direita com algumas ações, como: manobras defensivas, que seria, fazer autoanálise e rejeitar o politicamente correto, reconhecer os subversivos de esquerda (foro de SP, globo news, folha de S.Paulo, etc), incorporar respostas e argumentos instantâneos em ataque a esquerdistas e buscar informação. Quanto às manobras ofensivas, a principal delas seria o ataque sistemático às bases ideológicas da subversão. No Capítulo 8, o autor descreve uma espécie de Plano Estratégico para os militantes de Direita lidar com a guerra subversiva da Esquerda. O autor vai enfatizar as estratégias defensivas e ofensivas por parte do seu ponto de vista de “ideologia correta”, pois para ele a “ideologia errada” busca apenas no Estado, implantar a ditadura do proletariado; na estrutura Político-Econômica, implantar o Socialismo; na estrutura Cultural-Ideológica, popularizar a ideia de Emancipação Social e nos Campos da Propriedade, querem a destruição total. Assim, o esquema Ofensivo da Direita deve ser vários, tendo como foco: a descentralização do poder central, fortalecendo os Estados. Fim do Ativismo Jurídico que corrompe o aparato estatal. Na verdade, o autor enfatiza o povo com mais sentimento de autonomia em relação ao governo. Assim, tudo deve ser descentralizado das mãos do Estado, inclusive a escola. Eis a defesa do Homeschooling. O autor, também, deixa claro que é necessário estabelecer uma espécie de punição para os países que flertam com o Socialismo. Esse argumento se coaduna com o que é visto nas ações do presidente americano D. Trump com o “Tarifaço” sobre o Brasil no ano de 2025. Outros temas são levantados nesse rol: críticas à política de desarmamento. Ademais, o autor defende, inclusive, a reforma trabalhista e a crítica a CLT. Sobre o esquema Defensivo, o autor enfatiza também diversos pontos, como: a necessidade de se eliminar aquilo que onera o trabalho e o empreendedorismo, os impostos. Eis a desregulamentação da atividade econômica que tanto prejudica a atividade econômica e a produção. Para o autor, não deve haver tanta participação do imposto de renda na arrecadação do governo. Inclusive, o autor ressalta a necessidade de privatizar universidades públicas de modo a evitar a promoção da agenda globalista. Ademais, não deve existir o controle do trabalho por meio de sindicatos e corporações trabalhistas, não deve existir controle estatal de empresas públicas, o controle do ecumenismo (nem todas as religiões levam a Deus), entre outros pontos que não cabem aqui nesta resenha descritiva serem pormenorizados. No último capítulo do livro, Anexo para entender a Esquerda, o autor vai explanar sobre documentos e discursos históricos a ponto de dizer que a intenção do livro é ajudar o leitor a defender o ponto de vista da Direita como o correto, bem como combater a subversão. Assim, o Manifesto Comunista, os pontos do Nacional-Socialismo, o Manifesto Fascista e o Gramscismo serão os pontos principais que o autor busca esclarecer e criticar. Quanto ao Manifesto Comunista, na visão do autor, esse documento trata-se de 10 propostas que devem ser colocadas em prática em países com alguma condição de desenvolvimento do plano comunista. Quanto aos pontos do Nacional-Socialismo, o autor escancara seu argumento dizendo que o Nazismo sempre foi uma ideologia de esquerda, pois o controle de bancos privados, lucro voltado para o estado e não para as empresas, previdência nas mãos do Estado e a criação de uma autoridade central forte são alguns pontos que enquadram a ideologia do 3º reich como sendo de esquerda. Sobre o manifesto Fascista, a defesa de um Estado totalitário e interventor e o fato dessa ideologia ter se originado do Partido Socialista Italiano, na visão do autor, fica claro que também é uma ideologia de esquerda, pois defendia expropriações de lucros, de bens, nacionalização de fábricas, monopólios diversos, etc. Por último o Gramscismo, para o autor entende que essa ideologia buscou elaborar um plano subversivo de implantação do comunismo em sociedades construídas em torno da cultura judaico-cristã. Assim, o autor entende que a ideia de Antonio Gramsci seria implantar o comunismo de forma indireta, pelas vias culturais. Para isso, o foco seria o enfraquecimento da estrutura política dita burguesa a ponto de fazer surgir uma crise nesse sistema. O autor entende que tal crise já foi implantada no Brasil, pois percebe-se que a intenção dos políticos é sempre cuidar das verbas de seus partidos por meio de desvio de recursos públicos dos setores em que eles possuem poder de administração, ou seja, “os donos da pasta” sempre serão indicados por políticos do mesmo partido que eles que distribuem cargos para políticos que vão desviar recursos e afundar cada vez mais o país em uma crise econômica. Como considerações finais a respeito desta resenha descritiva, podemos entender que a proposta central do livro foi tentar convencer o leitor de que o pensamento de Direita é o mais politicamente correto. Durante toda a escrita do livro, a intenção do discurso do autor foi desvalorizar as ideias da Esquerda, bem como expor o pensamento de Direita como o guia correto a ser seguido. Não faltaram argumentos enfatizando o pensamento de direita como recheado de valores morais, político, sociais e, inclusive religiosos.

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