Na Era de Ouro dos anos 1940, homens e mulheres extraordinários com habilidades excepcionais surgiram para defender a nação, suas máscaras e uniformes como um farol de esperança para um país ameaçado. Flash, Lanterna Verde, Gavião Negro, Starman, Átomo, Liberty Belle e muitos outros esses super-heróis atenderam ao chamado às armas dos Estados Unidos, formando a Sociedade da Justiça da América. Entretanto, a guerra terminou e a necessidade de heróis chegou ao fim com ela. Com sua importância desvanecendo, esses campeões tentaram retornar às suas vidas, apenas para serem encarados com suspeita e medo, até mesmo por seu próprio governo. Um novo herói chamado Dínamo capturou a atenção do público, apoiado por políticos buscando impor os ideais fascistas de um governo da época do macarthismo. Porém, quando se tornam claras que as intenções e origens de Dínamo são mais sombrias do que qualquer um jamais sonhou, apenas os homens mascarados da Era de Ouro podem detê-lo. Eles estão prontos para dar tudo o que têm para derrotar este mal, e ao fazerem isso, irão dar início a uma novíssima era (The Golden Age 1 a 4).
Sociedade da Justiça: A Era de Ouro -
Paul Smith
A Sociedade da Justiça da América foi o primeiro super grupo de heróis a aparecer nas histórias em quadrinhos – em 1940, em plena Era de Ouro dos quadrinhos –, podendo ser considerado o precursor da atual Liga da Justiça. O grupo incluía as versões originais do Lanterna Verde (Alan Scott), Flash (Jay Garrick), Gavião Negro, Átomo, Sr. Destino, dentre muitos outros. O grupo foi muito popular ao longo dos anos quarenta, mas com a queda de popularidade dos quadrinhos de super-heróis no início dos anos 1950, as aventuras da SJA cessaram em 1951 na edição de número 57. Em Sociedade da Justiça: A Era de Ouro, James Robinson nos conta o que teria sido a “última” grande empreitada do super-grupo. No início dos anos 1940, esses heróis surgiram para defender a nação, suas máscaras e uniformes como um farol de esperança para um país ameaçado. Entretanto, a guerra terminou e a necessidade de heróis chegou ao fim com ela. Com sua importância desvanecendo, esses campeões aposentaram suas máscaras e tentaram retornar às suas vidas, apenas para serem encarados com suspeita e medo, até mesmo por seu próprio governo. Um novo herói chamado Dínamo capturou a atenção do público, apoiado por políticos buscando impor os ideais fascistas de um governo da época do macarthismo (prática política notadamente anticomunista, marcado por uma acentuada repressão política aos comunistas, assim como por uma campanha de medo à influência deles nas instituições estadunidenses e à espionagem por agentes da União Soviética). Porém, quando se tornam claras que as intenções e origens de Dínamo são mais sombrias do que qualquer um jamais sonhou, apenas os homens mascarados da Era de Ouro podem detê-lo. Sociedade da Justiça: A Era de Ouro é uma minissérie em 4 edições escrita por James Robinson e ilustrada por Paul Smith, publicada originalmente em 1993. Ao longo das 3 primeiras edições, acompanhamos estes vários heróis tentando retornar as suas vidas e lidando com as sequelas dos anos de combate ao crime, e a ascensão política de Tex Thompson, o antigo Mr. America, heróis que liderou forças americanas durante a guerra, e agora almeja liderar os EUA diante da nova ameaça dos anos vindouros: a União Soviética. Na última edição, um surpreendente “plot twist” obriga estes heróis aposentados a vestirem suas máscaras uma última vez, prontos para dar tudo o que tem para derrotar este mal, e dando início a uma novíssima era.. a Era de Prata dos quadrinhos. Conforme você já deve ter percebido pela descrição que dei da história, este quadrinho bebe muito de “Watchman”, dando ao leitor uma visão bem depressiva destes heróis, num mundo pós-guerra que não precisa mais de bons samaritanos. E está a parte mais legal da HQ: a forma cru e pessimista na qual Robinson escreve estes mascarados aposentados, e as consequências reais dos anos de heroísmo em pessoas comuns, descrevendo suas alegrias, prazeres, tristezas e desesperos. Talvez o mais interessante pra mim seja o retrato que ele faz da consciência de Alan Scott, o Lanterna Verde original. “Eu tenho um poder muito maior do que a bomba. Que direito moral eu tenho de usá-lo? E se eu errasse um dia e destruísse uma cidade?”. Também é um ponto alto da história a forma que o roteiro introduz elementos históricos reais, como a paranóia pós-Segunda Guerra Mundial e o macarthismo. Diálogos, maneirismo e detalhes, tudo é muito verossímil. Ah, e os desenhos do Paul Smith são maravilhosos. O gibi tem apenas dois pontos que não me agradam tanto. O primeiro deles é o fato de que a experiência de leitura é muito melhor aproveitada se você já conhece estes personagens. Sério, são vários. Não conhece-los não atrapalha o entendimento da trama, porém, é interessante ter o mínimo de conhecimento a respeito dos protagonistas (nem que seja via Wikipedia). O segundo dos dois pontos é referente ao “plot twist”. É difícil me justificar sem dar spoilers, mas por mais que ele seja, de fato, interessante e surpreendente e tenha me pego desprevinido, o que me agradou bastante, essa virada não teve em mim o impacto intencionado, por conta do roteiro abandonar um pouco a construção do antogonista que vinha sendo feita, pra ginar para um desfecho bem a la quadrinhos dos 1940, com a repentina introdução de um “vilão” que eu não conhecia e um plano que não foi construído ao longo das edições (talvez para os leitores de SJA, a virada tenha feito mais sentido). Pareceu algo tirado da cartola. Além do que, a forma que os protagonistas descobrem os planos desse vilão é bem tosca. Mas enfim, o saldo é muito positivo e entendo o porquê da série ser um dos grandes clássicos da DC. Imagine ainda que isso foi escrito no começo dos 1990. Além disso, o final da minissérie é belíssimo, e pode-se dizer que SJA: Era de Ouro dá um ponto final para os órfãos do super grupo dos anos 1940.
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3.8 / 84- 5 estrelas14%
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