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    A Alma da Marionete - Um Breve Ensaio Sobre a Liberdade Humana

    John Gray

    Editora Record
    2018
    126 páginas
    4h 12m
    ISBN-13: 9788501114563
    Português Brasileiro
    4.1
    37 avaliações
    Leram51Lendo4Querem77Relendo0Abandonos1Resenhas5
    Favoritos5Desejados77Avaliaram37

    Diante da possibilidade de ser livre, todos querem a liberdade. Será? Baseamos nosso conceito de existência na ideia de que temos o domínio de nossas ações, de nossa consciência e de nosso mundo, mas somos escravizados pela suposta liberdade ilimitada diante de nós, sem perceber que a vida humana é pautada pela ansiedade de decidir como viver. John Gray une conceitos de gnosticismo, ficção científica e ocultismo, e costura tradições religiosas, filosóficas e fantásticas para questionar a ideia de liberdade humana. Uma reflexão instigante e original, que mostra que a liberdade é uma ilusão e que, tal como ocorre às marionetes, os humanos sonham em fugir do martírio de fazer escolhas.

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    Murilo Xavier21/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O que é o homem senão escravo de escolhas?

    O ensaio sobre a Liberdade, apresentado por Gray, traz um texto carregado de contexto histórico acerca do tema central, e reflexões e questionamentos acerca de autores e ideias (como de costume, sejam elas religiosas ou científicas). O livro é dividido em três capítulos, dos quais, em resumo: - O primeiro (A fé dos fantoches), brinca com uma perspectiva da liberdade da marionete e a liberdade do homem (baseada na obra de Kleist - "O Teatro de Marionetes"). Seria a marionete livre por não carregar o peso do autoconhecimento, ou das escolhas humanas? O gnosticismo é apresentado e debatido por boa parte do capítulo. - O segundo (No Teatro de Marionetes), Gray passeia pelos planos humanos de busca a liberdade. É apresentado a perspectiva asteca de liberdade (por meio de suas tradições), e como a morte é relacionada a tal. É apresentado sobre o "privilégio do absurdo" (de Hobbes), onde homens, no intuito de conferir sentido à vida, "tendem a criar palavras sem sentido e começam a agir de acordo com elas". (Em especial, o que me marcou foi a seguinte frase: "Os seres humanos são os únicos dentre os animais a buscar significado para a sua vida matando e morrendo em nome de sonhos sem sentido. Na época moderna, destaca-se entre esses absurdos a ideia de uma nova humanidade"). - O terceiro (Liberdade para as Uber-marionetes), o tema retorna para as marionetes, porém trazendo reflexões sobre os capítulos anteriores. Seria a busca pelo conhecimento uma forma de alcançar a liberdade? Ou é nada além de complicar ainda mais a vida? (Ou tornar-se escravo da busca pela compreensão do incompreensível?). Gray finaliza o capítulo com a mensagem de que "aceitar o fato do não saber possibilita uma liberdade muito diferente da perseguida por outros". (PS: neste contexto, entenda 'conhecimento' como a busca pela compreensão da própria existência, e a própria liberdade no mundo). É um livro que abre horizontes, também, para outros questionamentos como a morte (sugiro a leitura de "A Busca pela Imortalidade", também de Gray), ou a interpretação humana do mundo, do universo e dos fatos. Afinal, o mundo só é mundo porque o enxergamos assim, não? =)

    4 curtidas

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    • 1 estrelas3%
    John Nicholas Gray profile picture

    John Nicholas Gray

    É um escritor e filósofo britânico com interesses na filosofia analítica e a história das ideias. Ensinou Filosofia na Universidade de Oxford e atualmente ensina Pensamento Europeu na London School of Economics. Escreve também regularmente para o jornal The Guardian, o New Statesman ou o The Times Literary Supplement. Possui diversas obras e vários livros influentes sobre teoria política. Gray influenciou decisivamente a ascensão ao poder de Margaret Thatcher.

    27 Livros
    18 Seguidores

    John Nicholas Gray