La Femme et le Pantin (Classiques) -

    Pierre Louÿs

    Le Livre de Poche
    2001
    190 páginas
    6h 20m
    ISBN-10: 2253160709

    1896, Séville. Le carnaval, ses couleurs, sa fièvre, sa musique étourdissante. Au beau milieu de la foule, le regard d’un jeune touriste est captivé par une bouche sensuelle, mal dissimulée derrière un éventail.Mais Concha n’est pas femme à appartenir à un seul homme. Qu’André goûte à son charme venimeux, et elle lui fera boire le calice jusqu’à la lie.Ce chef-d'oeuvre de Pierre Louÿs inspira de nombreux films, et les plus belles actrices prêtèrent leurs traits à Concha Perez : Marlène Dietrich, Brigitte Bardot, Carole Bouquet…

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    Lor Amoreira03/12/2018Resenhou um livro
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    Notas de primavera sobre impressões de Louÿs

    Sempre que penso na França e, consequentemente, no povo francês, penso em “amor”. A própria língua francesa possui uma cadência que faz com que suspiremos de tão suave e delicada que é. Contudo, depois de pensar em romantismo, penso em Appollinaire e Rimbaud e Baudelaire e lembro que os franceses são capazes de produzir obras muito cruas, como “A carniça”, poema que ao mesmo tempo que me causa repulsa, me puxa para ele. Com “La femme e le pantin” o sentimento é o mesmo. Ainda não me decidi se gostei ou não do livro! Apesar de ter dado duas estrelas, ainda não sei o que realmente penso a respeito e quais são meus reais sentimentos após a leitura. A verdade é que algumas partes realmente me incomodaram, principalmente no que diz respeito ao “ser mulher” O romance de Louÿs se inicia no carnaval de Sevilla. André, após o vislumbre de uma bela jovem se apaixona. Entretanto, nada sabe sobre ela, nem sabe ao menos seu nome, mas promete a ela um reencontro. Essa belle fille é Concha Perez. Após este encontro, André conta a situação em que se encontra e seu súbito amor por Concha a um amigo, Don Mateo. Este, por sua vez, ao ficar a par dos acontecimentos do Carnaval se decide a “contar sua história”. É a partir de sua narrativa que o romance toma forma. A verdade é que Mateo teve uma história de amor com a senhorita Conchita, se é que podemos chamar tal história de amor e não de pura e total obsessão (de ambas as partes envolvidas). Concha é a personificação da femme fatale, da manipuladora e daquela mulher que faz “gato e sapato” de um homem. Don Mateo, por sua vez, é o verdadeiro fantoche, aquele que se deixa manipular com tanta facilidade e que depois tem surtos de pura cólera, mas nada faz para sair de sua situação neurótica com a “mulher amada”. A história, até os últimos três capítulos caminhava como todo romance de amor e ódio: ela fazia seus joguinhos, jurava amor e depois jurava ódio; ele aceitava os jogos e se encolerizava, mas nunca, de fato agia... quando resolve agir e parar de ser fantoche (mas creio que nunca para!)... Neste ponto que comecei a não gostar tanto. Concha Perez é uma mulher independente, dona de si, que diz a todo momento não precisar de ninguém. Entretanto, em seu último jogo de amor e ódio acaba atingindo o limite de Mateo e este, literalmente, a espanca – por um longo tempo. Violência para com a mulher nunca foi um de meus temas favoritos, ainda mais com uma personagem tão geniosa quanto a de Louÿs, Bem, ele bate nela, muito. O leitor então pensa: Ah, agora ela vai rir da cara dele, ser cínica e agir como vem agindo até agora. Mas não! É com o espancamento que eles realmente desenvolvem um relacionamento! Ela o ama quando ele é violento. Tal comportamento parece não combinar com a personagem, e, por isso, creio não ter gostado de verdade do livro. Concha, a partir disto, faz de tudo para trazer à tona a raiva de Mateo, ela até mesmo tem amantes e pede para Mateo encontrá-la em hotéis para que ele a mate. Mateo, depois de muito viver em eterno conflito com sua “namorada”, “amante” ou o que quer ela seja, decide deixá-la. Fica um ano viajando e por meio de cartas descobre que Concha se casou com um sujeito tolo. Aparentemente, tal narrativa é contada como um meio de avisar André, para que este não se envolvesse com a jovem. Contudo – supresa!, não é o que ocorre. Após ouvir a história, André se encontra com Concha e em seguida aparece ela pedindo para sua criada fazer suas malas pois ela estava indo para Paris (André era de Paris, não precisa ser muito esperto para entender o que aconteceu e aconteceria!). Este, todavia, não é o final da história. Ao pedir para que suas malas sejam feitas, sua criada diz que um senhor – que dizia conhecê-la há muito tempo – pediu para vê-la e um bilhete lhe é entregue. Outra surpresa: é Mateo! Dizendo que ela era seu único amor e implorando – aos pés de Conchita – para que ela voltasse para ele! Bem, basicamente este é o romance! Um amor que para mim não parece amor, parece doença. Assim, deste modo, com isso, caso goste de romances de amor-ódio-ciúme e mulheres fortes que gostam de apanhar este livro é para você. Caso não goste de ver mulheres sendo humilhadas – e gostando de ser humilhadas – eu diria para ler Cummings pois vai, com certeza, fazer muito bem a você.

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