Em contos de fadas e em romances de época, beijos tem uma tendência a trazer reviravoltas. Desde acordar donzelas e acender paixões a firmar casamentos, eles têm sempre uma grande importância. Em uma convenção de romances de época, beijos também tem sua relevância, principalmente para uma mocinha que junto com suas amigas prometeu se comportar como uma lady. Para Anne a convenção não seria para diversão como estava sendo para suas amigas, ela estava assessorando uma jovem autora como um favor ao seu chefe e subestimando tudo o que tinha que fazer. Como resultado acaba precisando da ajuda de um outro assessor, Simon. Ela só não sabia o poder que um beijo teria em sua história.
Anne é uma mulher orgulhosa, mas ela não o é sem motivo. E faltava um pouco de empatia a Simon para entender isso. Especialmente, porque para um homem é muito difícil compreender as dificuldades que enfrentamos apenas por sermos mulheres. Criamos toda uma personagem para lidarmos com um mundo que quer constantemente nos inferiorizar. Entretanto, a arrogância dele na verdade parte de um privilégio que não dá a ele justificativa como o orgulho de Anne permite a ela. Mas apesar tudo, Simon é um personagem que conquista ao se despir de si mesmo e vestir-se de uma humildade que ele achava que era sua, mas que foi concedida por um sentimento de amor maior que sua teimosia. Simon e Anne tem como vilão seus próprios orgulhos e preconceitos, e protagonizam uma história que destaca não apenas seu amor, mas o olhar sobre o outro.